segunda-feira, 4 de março de 2019

Freira cultivam Canábis



Consideram-se freiras, mas dizem não pertencer à Igreja Católica. 
Plantam erva, fabricam azeite de canábis e seguem os seus próprios rituais e fé.
Ainda que as mulheres vistam um hábito semelhante ao das freiras católicas, as irmãs Kate e Darcy têm as suas próprias crenças e o seu próprio sistema de fé. Mesmo a forma como se vestem, hábitos brancos e calças de ganga, é uma escolha absolutamente pessoal.




A marijuana para fins medicinais é legal na Califórnia e asseguram que o azeite de canábis que produzem não dá qualquer moca, o negócio continua a ser ilegal visto que não têm todas as licenças em dia. No entanto, elas "não dão muita importância ao assunto, nem se mostram muito preocupadas. Estão à espera de ver o que se vai passar". Será que esta despreocupação está, de alguma forma, ligada à sua fé? Não estão ligadas a qualquer crença espiritual. São, isso sim, mulheres obstinadas, que adoram o que fazem e que acreditam numa causa". "Grande parte da sua 'religião' tem a ver com ajudar os outros e gostam muito da ideia de o poderem fazer através da sua medicina.


domingo, 17 de fevereiro de 2019

Das palavras escritas




Olho, neste pôr do sol, o caminho já andado e vejo uma paisagem infinita de palavras. De palavras escritas, de palavras ditas que brotaram das fontes de onde nascem as madrugadas. Nunca escrevi um texto desprendido de emoção. Jamais escreverei uma linha que não suba a Serra da Arrábida, nem desça ao Rio Sado. Tantas páginas, tantos textos que me desnudam o peito. É no silêncio onde guardo as coisas por dizer. A minha caneta está ligada ao meu coração e escrevo com os dedos da alma. Escrevo os dias que fomos, os tempos que somos. O amor que partilhei e reparti por personagens sem fim, que se me entregaram, a quem me entreguei em tempestades de paixões. Este desfile de palavras continua a nascer desta sede imensa que apenas se sacia na própria vida. E sei, quando o meu sol desaparecer no horizonte para as noites infinitas dos meus dias, que este Rio Sado se aconchegará no oceano de todas as palavras criadas e naquelas que faltam inventar. Escrevo porque amo a vida.
Vivo porque amo escrever!