Agora és a minha velha
que anda só e caminhando
sua tristeza infinita
de tanto seguir andando.
Para quê tanta tortura
que assaltou os meus dias
eu desculpo a loucura
que marcou a minha vida.
Velha, minha querida velha
agora caminha lenta
como perdoando o vento
eu sou o teu sangue velhota
o teu silêncio e o teu tempo.
Seus olhos são tão serenos
sua figura cansada
pela idade foi vencida
mas caminha sobre estrada.
Eu vivo os dias de hoje
em ti o passado lembra
que só a dor e o sofrimento
tem a sua história sem tempo
velha, minha querida velha.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Minha Velha
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Fernando Tordo canta "Adeus Tristeza"
A vida é um jogo e como qualquer jogo tem que ser jogado. Umas vezes jogamos bem e ganhamos, outras, jogamos menos bem e perdemos. O ganho e a perca fazem parte da vida. Façamos então o jogo da vida!
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Musicas que gosto
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Pedi ao vento
No mundo com tantas doenças
o povo com pouca crença
eu venho pedir cantando
em sentimentos diversos
eu venho pedir ao vento
dar uma volta pelo Universo.
Pedi ao vento que leve lembrança
prá minha terra
pedi ao vento que leve paz
onde há guerra
pedi ao vento que leve fartura
onde há miséria
pedi ao vento que leve um beijo
nos lábios dela.
O vento foi, o vento veio
será que o vento já me atendeu
só resta agora tu entenderes
que este vento é o nosso Deus.
Pedi ao vento que salve os jovens
perdidos na droga
pedi ao vento que espalhe no céu
o perfume da rosa
pedi ao vento que todas as nações
sejam gloriosas
pedi ao vento protecção
ao filho da mãe amorosa.
Pedi ao vento para acalmar
as ondas dos sete mares
pedi ao vento que leve harmonia
a todos os lares
pedi ao vento que leve embora
a impureza dos ares
pedi ao vento em orações
que fiz nos altares.
Pedi ao vento para nos conduzir
na estrada da vida
pedi ao vento que encontre
as crianças desaparecidas
pedi ao vento que dê ao doente
conforto e guarida
pedi ao vento que a minha prece
seja ouvida.
O Vento foi, o vento veio
será que o vento já me atendeu
só resta agora tu entenderes
que este vento é o nosso Deus.
o povo com pouca crença
eu venho pedir cantando
em sentimentos diversos
eu venho pedir ao vento
dar uma volta pelo Universo.
Pedi ao vento que leve lembrança
prá minha terra
pedi ao vento que leve paz
onde há guerra
pedi ao vento que leve fartura
onde há miséria
pedi ao vento que leve um beijo
nos lábios dela.
O vento foi, o vento veio
será que o vento já me atendeu
só resta agora tu entenderes
que este vento é o nosso Deus.
Pedi ao vento que salve os jovens
perdidos na droga
pedi ao vento que espalhe no céu
o perfume da rosa
pedi ao vento que todas as nações
sejam gloriosas
pedi ao vento protecção
ao filho da mãe amorosa.
Pedi ao vento para acalmar
as ondas dos sete mares
pedi ao vento que leve harmonia
a todos os lares
pedi ao vento que leve embora
a impureza dos ares
pedi ao vento em orações
que fiz nos altares.
Pedi ao vento para nos conduzir
na estrada da vida
pedi ao vento que encontre
as crianças desaparecidas
pedi ao vento que dê ao doente
conforto e guarida
pedi ao vento que a minha prece
seja ouvida.
O Vento foi, o vento veio
será que o vento já me atendeu
só resta agora tu entenderes
que este vento é o nosso Deus.
Sou...
Sou um jornalista por dedicação, um escriba por vocação, inquieto por opção e optimista por voluntária obrigação.
domingo, 9 de setembro de 2012
Oswaldo Montenegro - Metade
Hoje estou como a mensagem deste bonito tema.
Há dias assim...
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Musicas que gosto
O que é que andamos a fazer?
Habituados a pensar que as crises alimentares - e, de caminho, políticas -, do terceiro mundo estão de alguma forma relacionadas com a superabundância destes produtos no chamado primeiro mundo, percebemos as afirmações de alguns dirigentes mundiais que, em plena crise, vêm dizer preto no branco que ela deve ser vista, sobretudo para África, como uma oportunidade de resolução da fome e da pobreza, que têm parecido congénitas.
Se estas podem ser as boas notícias, e se o nosso irracional optimismo nos permite olhar para a questão de uma iminente crise alimentar noutros pontos do globo que até agora não a têm sofrido como resolúvel no curto ou no médio prazo, não dá para contornar o grande mistério de tentar perceber como chegámos aqui. Como é que uma coisa destas pode estar a acontecer? Como é que numa sociedade de abundância conseguimos o novo-riquismo absurdo de deixar que o essencial falhe para que o acessório ou mesmo o supérfluo se mantenham? Como é que nos conseguimos entreter tanto, e fascinar tanto, com os dispositivos e os mecanismos que inventámos para expandir a nossa condição humana que nos esquecemos que, por debaixo dela, está, e estará sempre, uma imperial natureza humana?
De repente, a comidinha, que nos países do círculo de que, mal ou bem, fazemos parte, tem sido um adquirido indiscutível, reentrou na ordem do dia com preocupação.
É que também os países ricos têm pobres, muito pobres, e o aumento galopante de alguns preços faz prever que a fome poderá ser um fenómeno com que teremos de nos confrontar quotidianamente em vez de, como até agora, se manter circunscrito a bolsas populacionais restritas ou como tema longinquo de povos de que apenas ouvimos falar.
O facto de esta e outras situações de igual gravidade estarem a acontecer tem mesmo que nos obrigar a reflectir.
Mas que raio é que andamos a fazer?
Se estas podem ser as boas notícias, e se o nosso irracional optimismo nos permite olhar para a questão de uma iminente crise alimentar noutros pontos do globo que até agora não a têm sofrido como resolúvel no curto ou no médio prazo, não dá para contornar o grande mistério de tentar perceber como chegámos aqui. Como é que uma coisa destas pode estar a acontecer? Como é que numa sociedade de abundância conseguimos o novo-riquismo absurdo de deixar que o essencial falhe para que o acessório ou mesmo o supérfluo se mantenham? Como é que nos conseguimos entreter tanto, e fascinar tanto, com os dispositivos e os mecanismos que inventámos para expandir a nossa condição humana que nos esquecemos que, por debaixo dela, está, e estará sempre, uma imperial natureza humana?
De repente, a comidinha, que nos países do círculo de que, mal ou bem, fazemos parte, tem sido um adquirido indiscutível, reentrou na ordem do dia com preocupação.
É que também os países ricos têm pobres, muito pobres, e o aumento galopante de alguns preços faz prever que a fome poderá ser um fenómeno com que teremos de nos confrontar quotidianamente em vez de, como até agora, se manter circunscrito a bolsas populacionais restritas ou como tema longinquo de povos de que apenas ouvimos falar.
O facto de esta e outras situações de igual gravidade estarem a acontecer tem mesmo que nos obrigar a reflectir.
Mas que raio é que andamos a fazer?
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