sábado, 16 de novembro de 2013
FC 2000: 100 Nome - "Lança Em Mim A Moeda Ao Ar"
Esta canção do amigo Rui Machado conseguiu o 4.º lugar no Festival RTP da Canção, em 2000.
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Musicas que gosto
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Somos minúsculos...
As muitas coisas que não podem acontecer e, no entanto, acontecem, informam-nos da fragilidade do mundo que fomos e vamos construindo.
É um mundo de equilíbrios delicados e de muito betão grosseiro, comandado por redes informáticas que colapsam porque um mteorito inconsciente rasou um satétile ou a energia eléctrica se vai abaixo por razões mais ou menos obscuras.
Somos tão complexos nuns assuntos como somos rudimentares noutros e caminhamos no fio da navalha com a leveza de quem não sabe, com rigor, o que faz, ou não mede, completamente, a extensão da consequência dos seus actos.
O que não pode acontecer, e no entanto acontece, diz-nos da exacta distância que existe entre o mundo conceptual, feito de ideias magníficas, de pensamentos organizadores e, normalmente, também grandiosos, e um mundo real atamancado como é possível.
O mundo real, ao contrário dos mundos conceptuais, não é um mundo do autor. Não tem um princípio, um meio e um fim, não ocorre em sequências lógicas, não possui estrutura narrativa, não se move carregado da louvada objectividade e nem sequer possui, as mais das vezes, uma qualquer direccionalidade.
O mundo real é um sítio estranho, mesmo que familiar, feito de paragens e de arranques bruscos, de evoluções, involuções e voltinhas para distrair, de desvios tortuosos, de negócios indizíveis. Dele, às vezes, apetece dizer que mais parece uma manta de retalhos mal amanhada.
O mundo real é um mundo de construção, desconstrução, criação e decadência permanentes e simultâneas. Um mundo que permite todas as desarrumações e desorganizações, mesmo as que não conseguimos imaginar.
As muitas coisas que não podem acontecer, e no entanto acontecem, como sejam alguns morrerem de fome ou de frio, com falta de assistência em situações extremas ou por mero desinteresse dos que estão à volta, servem para que todos os outros percebam a debilidade orgânica das nossas superestruturas hipersofisticadas. Mostram-nos a necessidade de ganharmos a distância emocional que permite a não transformação dos dias em exercícios catárticos entre a indignação, a revolta e a esperança, todas tão inconsequentes como sistemáticas.
As muitas coisas que não podem acontecer e, no entanto, acontecem e cobrem todas as instituições que criámos de ridículo e a nós próprios de vergonha, estão aí todos os dias a lembrarem-nos a nossa real dimensão.
Que é minúscula, é claro!
É um mundo de equilíbrios delicados e de muito betão grosseiro, comandado por redes informáticas que colapsam porque um mteorito inconsciente rasou um satétile ou a energia eléctrica se vai abaixo por razões mais ou menos obscuras.
Somos tão complexos nuns assuntos como somos rudimentares noutros e caminhamos no fio da navalha com a leveza de quem não sabe, com rigor, o que faz, ou não mede, completamente, a extensão da consequência dos seus actos.
O que não pode acontecer, e no entanto acontece, diz-nos da exacta distância que existe entre o mundo conceptual, feito de ideias magníficas, de pensamentos organizadores e, normalmente, também grandiosos, e um mundo real atamancado como é possível.
O mundo real, ao contrário dos mundos conceptuais, não é um mundo do autor. Não tem um princípio, um meio e um fim, não ocorre em sequências lógicas, não possui estrutura narrativa, não se move carregado da louvada objectividade e nem sequer possui, as mais das vezes, uma qualquer direccionalidade.
O mundo real é um sítio estranho, mesmo que familiar, feito de paragens e de arranques bruscos, de evoluções, involuções e voltinhas para distrair, de desvios tortuosos, de negócios indizíveis. Dele, às vezes, apetece dizer que mais parece uma manta de retalhos mal amanhada.
O mundo real é um mundo de construção, desconstrução, criação e decadência permanentes e simultâneas. Um mundo que permite todas as desarrumações e desorganizações, mesmo as que não conseguimos imaginar.
As muitas coisas que não podem acontecer, e no entanto acontecem, como sejam alguns morrerem de fome ou de frio, com falta de assistência em situações extremas ou por mero desinteresse dos que estão à volta, servem para que todos os outros percebam a debilidade orgânica das nossas superestruturas hipersofisticadas. Mostram-nos a necessidade de ganharmos a distância emocional que permite a não transformação dos dias em exercícios catárticos entre a indignação, a revolta e a esperança, todas tão inconsequentes como sistemáticas.
As muitas coisas que não podem acontecer e, no entanto, acontecem e cobrem todas as instituições que criámos de ridículo e a nós próprios de vergonha, estão aí todos os dias a lembrarem-nos a nossa real dimensão.
Que é minúscula, é claro!
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Joaquim Maneta Alhinho lançou livro «Paixões Complicadas»
Entre amigos e fiéis leitores encheu-se o salão nobre do Espaço Fortuna, em Palmela, para o lançamento do livro «Paixões Complicadas» levado à estampa pela "Chiado Editora".
Este filme retrara com fidelidade tudo quanto lá se passou. Um evento que segundo os presentes será inesquecível.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Lançamento do Livro «Paixões Complicadas» de Joaquim Maneta Alhinho
Dia 5 de Outubro, pelas 21h00, no Espaço Fortuna, em Palmela, irá realizar-se o lançamento deste livro, um novo romance de literatura portuguesa.
Vamos apoiar os autores portugueses.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Irmãos Verdades & Luciana Abreu - Não te esqueças de mim...outra vez!
Foi com enorme satisfação que fiz parte deste projecto de apoio à Fundação da Criança.
Uma causa mais que justa.
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Letras musicadas
sábado, 27 de julho de 2013
A alegria do regresso a casa
Ao fim de um dia de trabalho, de preocupações, de luta, atirado ao mundo ilimitado de interesses e ambições, sabe bem aquela expectativa de paz, de aconchego, do nosso pequeno mundo entre quatro paredes.
Tenho uma pena infinita daqueles que não podem voltar, ou não têm tecto onde se abrigar. São como pássaros que tivessem que permanecer em vôo, sem um embalo de um ramo, ou a quentura de um ninho.
Na pressa do retorno, no fim da jornada, em plena rua, nos bancos das praças, os vultos indigentes dos que não voltam, dos que terão de ficar, dos que veêm chegar a noite, indiferentes ao estranho burburinho humano que lembra o dos pardais, nas árvores da cidade.
Então, não consigo evitar que um pensamento amargo turve o meu apressado egoísmo e uma tristeza inevitável esvoaça por momentos como uma borboleta negra que entrasse por uma janela aberta.
Todos nós, diariamente, ao entardecer, somos como marinheiros de nós mesmos; navios que se avizinham do porto de origem, ansiamos por avistar a paisagem do coração, por encontrar os que nos são queridos, os que justificam as partidas de todos os dias, o quotidiano exílio do trabalho.
Sou um homem que acha que, até nas viagens de puro prazer, a grande alegria é o regresso a casa.
Tenho uma pena infinita daqueles que não podem voltar, ou não têm tecto onde se abrigar. São como pássaros que tivessem que permanecer em vôo, sem um embalo de um ramo, ou a quentura de um ninho.
Na pressa do retorno, no fim da jornada, em plena rua, nos bancos das praças, os vultos indigentes dos que não voltam, dos que terão de ficar, dos que veêm chegar a noite, indiferentes ao estranho burburinho humano que lembra o dos pardais, nas árvores da cidade.
Então, não consigo evitar que um pensamento amargo turve o meu apressado egoísmo e uma tristeza inevitável esvoaça por momentos como uma borboleta negra que entrasse por uma janela aberta.
Todos nós, diariamente, ao entardecer, somos como marinheiros de nós mesmos; navios que se avizinham do porto de origem, ansiamos por avistar a paisagem do coração, por encontrar os que nos são queridos, os que justificam as partidas de todos os dias, o quotidiano exílio do trabalho.
Sou um homem que acha que, até nas viagens de puro prazer, a grande alegria é o regresso a casa.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Joaquim Maneta Alhinho assina pela «Chiado Editora»
É com imenso prazer que comunico aos meus amigos e leitores que assinei contrato com a «Chiado Editora» com vista à edição do romance "Paixões Complicadas".
O lançamento está previsto para o dia 5 de Outubro, com o local ainda por defenir. A Editora está a preparar um mega-lançamento com muita musicalidade e muitos colunáveis de vários meios artisticos estarão também presentes.
A certeza é que correrei todas as Fnac do País, TVs, Rádios e outros eventos se irão realizar com vista à promoção desta obra literária.
Se um dia a amiga e colega Manuela Moura Guedes me apelidou de "modesto irritante" por não aparecer nos grandes palcos, hoje, já não vai acontecer o mesmo.
Admito que vivi sempre na sombra dos grandes acontecimentos e que permiti que muitos se galvanizassem para o estrelato.
Agora, chegou a minha hora...
Vou mediatizar até à exaustão este meus 4 romances que farão parte do meu próximo livro. Depois, podem-me apelidar de "vaidoso" que não me vou importar mesmo nada.
Disse!
O lançamento está previsto para o dia 5 de Outubro, com o local ainda por defenir. A Editora está a preparar um mega-lançamento com muita musicalidade e muitos colunáveis de vários meios artisticos estarão também presentes.
A certeza é que correrei todas as Fnac do País, TVs, Rádios e outros eventos se irão realizar com vista à promoção desta obra literária.
Se um dia a amiga e colega Manuela Moura Guedes me apelidou de "modesto irritante" por não aparecer nos grandes palcos, hoje, já não vai acontecer o mesmo.
Admito que vivi sempre na sombra dos grandes acontecimentos e que permiti que muitos se galvanizassem para o estrelato.
Agora, chegou a minha hora...
Vou mediatizar até à exaustão este meus 4 romances que farão parte do meu próximo livro. Depois, podem-me apelidar de "vaidoso" que não me vou importar mesmo nada.
Disse!
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