sábado, 11 de janeiro de 2014
Catarina Avelar - Voa Pomba Branca
Foi um prazer escrever esta letra para esta belíssima voz. Uma canção digna de qualquer Festival da Canção.
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Letras musicadas
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
STOP! Vamos arrumar as ideias?
E agora que o Inverno chegou, o afã do Natal passou e como que se iniciou outra fase do ciclo, preparemo-nos para ela.
Trocado por miúdos, estas nossas cíclicas preparações para o que há-de vir são uma forma esperta, diga-se, de deitar para trás das costas o que de desagradável aconteceu. De vez em quando precisamos de arrumar o que desarrumámos, deitar fora o lixo acumulado, limpar armários de recordações e gavetas de sonhos.
Precisamos de nos centrar no hoje, de projectar o que há-de ser a próxima estação, os novos objectivos, os melhores percursos. Precisamos de nos livrar de pesos mortos, de preocupações ruminadas, de angústias recorrentes e presas a pessoas ou a acontecimentos.
Por mais que tentemos fazer de outra maneira, caímos sempre na armadilha de nos enchermos, a nós ou à nossa vida, de tarecos e inutilidades, de rancores e assuntos pendentes, de adiamentos e oportunidades goradas.
Precisamos, por isso, de tempos de paragem e arrumação mental, de intervalos de descanso ou de reorganização em que, numa espécie de faz de conta, deitemos fora, com os objectos que já não são prestáveis, os sentimentos do mesmo tipo.
Se aprendemos, mais ou menos, a encarar os acontecimentos como um fluxo contínuo que temos de gerir o melhor possível e independentemente da valoração positiva ou negativa que lhes atribuíamos, o facto é que tendemos a ficar incrustados em algum deles, como se uma dada situação imprimisse uma direcção e marcasse um caminho mais forte que nós.
Não que valha a pena assumirmos que conseguimos tudo o que temos na mão e na vontade o destino que há-de vir. A noção das proporções é capaz de não fazer mal a ninguém e servir, em muitos casos, como couraça defensiva para sonhos de glória e deslumbramentos adolescentes que acarretam muito mais frustação que prazer.
Mas, entre a desistência em nome do que já ninguém recorda e a euforia exacerbada em torno das maravilhas que hão-de vir, é provável que, com algum esforço, consigamos arranjar um espaço que nos vá bem e uma forma de estar que faça da nossa vida um acontecimento com sentido.
É por isso que, de vez em quando, como agora, paramos, arrumamos, deitamos fora, começamos novas agendas e prometemos que vamos fazer e ser diferentes e melhores.
Mesmo que ninguém note, mesmo que depois, nos tempos de balanço, não haja muito a assinalar como ganho, parece que estes cíclicos momentos de preparação para o que há-de vir são, em si mesmos, bons momentos.
Trocado por miúdos, estas nossas cíclicas preparações para o que há-de vir são uma forma esperta, diga-se, de deitar para trás das costas o que de desagradável aconteceu. De vez em quando precisamos de arrumar o que desarrumámos, deitar fora o lixo acumulado, limpar armários de recordações e gavetas de sonhos.
Precisamos de nos centrar no hoje, de projectar o que há-de ser a próxima estação, os novos objectivos, os melhores percursos. Precisamos de nos livrar de pesos mortos, de preocupações ruminadas, de angústias recorrentes e presas a pessoas ou a acontecimentos.
Por mais que tentemos fazer de outra maneira, caímos sempre na armadilha de nos enchermos, a nós ou à nossa vida, de tarecos e inutilidades, de rancores e assuntos pendentes, de adiamentos e oportunidades goradas.
Precisamos, por isso, de tempos de paragem e arrumação mental, de intervalos de descanso ou de reorganização em que, numa espécie de faz de conta, deitemos fora, com os objectos que já não são prestáveis, os sentimentos do mesmo tipo.
Se aprendemos, mais ou menos, a encarar os acontecimentos como um fluxo contínuo que temos de gerir o melhor possível e independentemente da valoração positiva ou negativa que lhes atribuíamos, o facto é que tendemos a ficar incrustados em algum deles, como se uma dada situação imprimisse uma direcção e marcasse um caminho mais forte que nós.
Não que valha a pena assumirmos que conseguimos tudo o que temos na mão e na vontade o destino que há-de vir. A noção das proporções é capaz de não fazer mal a ninguém e servir, em muitos casos, como couraça defensiva para sonhos de glória e deslumbramentos adolescentes que acarretam muito mais frustação que prazer.
Mas, entre a desistência em nome do que já ninguém recorda e a euforia exacerbada em torno das maravilhas que hão-de vir, é provável que, com algum esforço, consigamos arranjar um espaço que nos vá bem e uma forma de estar que faça da nossa vida um acontecimento com sentido.
É por isso que, de vez em quando, como agora, paramos, arrumamos, deitamos fora, começamos novas agendas e prometemos que vamos fazer e ser diferentes e melhores.
Mesmo que ninguém note, mesmo que depois, nos tempos de balanço, não haja muito a assinalar como ganho, parece que estes cíclicos momentos de preparação para o que há-de vir são, em si mesmos, bons momentos.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
sábado, 16 de novembro de 2013
FC 2000: 100 Nome - "Lança Em Mim A Moeda Ao Ar"
Esta canção do amigo Rui Machado conseguiu o 4.º lugar no Festival RTP da Canção, em 2000.
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Musicas que gosto
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Somos minúsculos...
As muitas coisas que não podem acontecer e, no entanto, acontecem, informam-nos da fragilidade do mundo que fomos e vamos construindo.
É um mundo de equilíbrios delicados e de muito betão grosseiro, comandado por redes informáticas que colapsam porque um mteorito inconsciente rasou um satétile ou a energia eléctrica se vai abaixo por razões mais ou menos obscuras.
Somos tão complexos nuns assuntos como somos rudimentares noutros e caminhamos no fio da navalha com a leveza de quem não sabe, com rigor, o que faz, ou não mede, completamente, a extensão da consequência dos seus actos.
O que não pode acontecer, e no entanto acontece, diz-nos da exacta distância que existe entre o mundo conceptual, feito de ideias magníficas, de pensamentos organizadores e, normalmente, também grandiosos, e um mundo real atamancado como é possível.
O mundo real, ao contrário dos mundos conceptuais, não é um mundo do autor. Não tem um princípio, um meio e um fim, não ocorre em sequências lógicas, não possui estrutura narrativa, não se move carregado da louvada objectividade e nem sequer possui, as mais das vezes, uma qualquer direccionalidade.
O mundo real é um sítio estranho, mesmo que familiar, feito de paragens e de arranques bruscos, de evoluções, involuções e voltinhas para distrair, de desvios tortuosos, de negócios indizíveis. Dele, às vezes, apetece dizer que mais parece uma manta de retalhos mal amanhada.
O mundo real é um mundo de construção, desconstrução, criação e decadência permanentes e simultâneas. Um mundo que permite todas as desarrumações e desorganizações, mesmo as que não conseguimos imaginar.
As muitas coisas que não podem acontecer, e no entanto acontecem, como sejam alguns morrerem de fome ou de frio, com falta de assistência em situações extremas ou por mero desinteresse dos que estão à volta, servem para que todos os outros percebam a debilidade orgânica das nossas superestruturas hipersofisticadas. Mostram-nos a necessidade de ganharmos a distância emocional que permite a não transformação dos dias em exercícios catárticos entre a indignação, a revolta e a esperança, todas tão inconsequentes como sistemáticas.
As muitas coisas que não podem acontecer e, no entanto, acontecem e cobrem todas as instituições que criámos de ridículo e a nós próprios de vergonha, estão aí todos os dias a lembrarem-nos a nossa real dimensão.
Que é minúscula, é claro!
É um mundo de equilíbrios delicados e de muito betão grosseiro, comandado por redes informáticas que colapsam porque um mteorito inconsciente rasou um satétile ou a energia eléctrica se vai abaixo por razões mais ou menos obscuras.
Somos tão complexos nuns assuntos como somos rudimentares noutros e caminhamos no fio da navalha com a leveza de quem não sabe, com rigor, o que faz, ou não mede, completamente, a extensão da consequência dos seus actos.
O que não pode acontecer, e no entanto acontece, diz-nos da exacta distância que existe entre o mundo conceptual, feito de ideias magníficas, de pensamentos organizadores e, normalmente, também grandiosos, e um mundo real atamancado como é possível.
O mundo real, ao contrário dos mundos conceptuais, não é um mundo do autor. Não tem um princípio, um meio e um fim, não ocorre em sequências lógicas, não possui estrutura narrativa, não se move carregado da louvada objectividade e nem sequer possui, as mais das vezes, uma qualquer direccionalidade.
O mundo real é um sítio estranho, mesmo que familiar, feito de paragens e de arranques bruscos, de evoluções, involuções e voltinhas para distrair, de desvios tortuosos, de negócios indizíveis. Dele, às vezes, apetece dizer que mais parece uma manta de retalhos mal amanhada.
O mundo real é um mundo de construção, desconstrução, criação e decadência permanentes e simultâneas. Um mundo que permite todas as desarrumações e desorganizações, mesmo as que não conseguimos imaginar.
As muitas coisas que não podem acontecer, e no entanto acontecem, como sejam alguns morrerem de fome ou de frio, com falta de assistência em situações extremas ou por mero desinteresse dos que estão à volta, servem para que todos os outros percebam a debilidade orgânica das nossas superestruturas hipersofisticadas. Mostram-nos a necessidade de ganharmos a distância emocional que permite a não transformação dos dias em exercícios catárticos entre a indignação, a revolta e a esperança, todas tão inconsequentes como sistemáticas.
As muitas coisas que não podem acontecer e, no entanto, acontecem e cobrem todas as instituições que criámos de ridículo e a nós próprios de vergonha, estão aí todos os dias a lembrarem-nos a nossa real dimensão.
Que é minúscula, é claro!
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Joaquim Maneta Alhinho lançou livro «Paixões Complicadas»
Entre amigos e fiéis leitores encheu-se o salão nobre do Espaço Fortuna, em Palmela, para o lançamento do livro «Paixões Complicadas» levado à estampa pela "Chiado Editora".
Este filme retrara com fidelidade tudo quanto lá se passou. Um evento que segundo os presentes será inesquecível.
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