domingo, 21 de outubro de 2012
Paulo Gonzo - Asa do Vento [HQ+Letras]
Não imaginam a satisfação que me deu escrever este tema para o Paulo Gonzo.
Ele é um ser humano fantástico e um cantor/compositor fora de série.
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Letras musicadas
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
A luta e o estilo
Porque somos diferentes encaramos a vida da forma como somos capazes.
Num extremo estarão as pessoas que vivem simplesmente, sem interrogações nem curiosidades metafísicas, nunca experimentando aquelas angústias do "quem sou, donde venho e para onde vou?", que alguns consideram adolescentes, mas que, disfarçadas e polidas, atravessam a vida da maioria dos humanos proporcionando, como ganho secundário, inquietações mobilizadoras e espessuras atraentes.
O que poderia ser a imensa virtude da aceitação incondicional e leve da nossa natureza é, muito mais frequentemente, a limitação da capacidade de pensar.
Do outro lado, na outra ponta do mesmo fio imaginário, encontram-se os que, aterrados pela iminência de um fim, fazem do presente um sobressalto e de muitos anos de interrogações sofridas uma antecâmara tumular. Para esses, o que poderia ser uma qualidade de consciência e lucidez transforma-se frequentemente num tenebroso suplício.
Pelo meio ficam muitas qualidades, espécies e combinações de pessoas nas suas singulares formas de ser e sentir, tudo, incluindo a própria vida.
Algures por aí,nesse meio sem ponto médio, sobressaem uns tantos que fazem da existência um combate, uma luta incessante e estafante. Como que por artes mágicas conseguem sempre arranjar um inimigo. Um arqui-inimigo com recursos extraordinários e mente tortuosa; um inimigo malévolo que espreita a cada esquina, persegue nas sombras e arquitecta planos de vigança, prejuízo ou o que for; ou, à falta de melhor, um adversário poderoso com os mesmos objectivos e enormes ganas de alcançar primeiro uma meta arvorada em grande sentido. Para estes incansáveis guerreiros tudo o que acontece e acontecerá tem como nó górdio a conquista de uns centímetros, a vitória de mais uma disputa, o ganhar de mais um improvável torneio que inventaram e esgrimiram, mesmo que à revelia dos outros participantes.
Fazer da vida um campo de batalha não parece, assim à primeira, um projecto existencial de grande qualidade. Nem parece uma possibilidade realista para os muitos que apreciam amenidades, prazeres suaves, a traquilidade de um fim de tarde ou a alegria de uma gargalhada entre amigos.
Mas que é um poderoso motor do mundo, uma estratégia de contornar a finitude, uma fórmula consagrada de significar todos os dias como se fossem únicos e um entretém mobilizador de todas as energias, é indesmentível.
Só é chato que para que alguns prossigam as suas guerras, tantos pacatos inocentes sejam apanhados e sacrificados numa contenda que não tem fim.
Num extremo estarão as pessoas que vivem simplesmente, sem interrogações nem curiosidades metafísicas, nunca experimentando aquelas angústias do "quem sou, donde venho e para onde vou?", que alguns consideram adolescentes, mas que, disfarçadas e polidas, atravessam a vida da maioria dos humanos proporcionando, como ganho secundário, inquietações mobilizadoras e espessuras atraentes.
O que poderia ser a imensa virtude da aceitação incondicional e leve da nossa natureza é, muito mais frequentemente, a limitação da capacidade de pensar.
Do outro lado, na outra ponta do mesmo fio imaginário, encontram-se os que, aterrados pela iminência de um fim, fazem do presente um sobressalto e de muitos anos de interrogações sofridas uma antecâmara tumular. Para esses, o que poderia ser uma qualidade de consciência e lucidez transforma-se frequentemente num tenebroso suplício.
Pelo meio ficam muitas qualidades, espécies e combinações de pessoas nas suas singulares formas de ser e sentir, tudo, incluindo a própria vida.
Algures por aí,nesse meio sem ponto médio, sobressaem uns tantos que fazem da existência um combate, uma luta incessante e estafante. Como que por artes mágicas conseguem sempre arranjar um inimigo. Um arqui-inimigo com recursos extraordinários e mente tortuosa; um inimigo malévolo que espreita a cada esquina, persegue nas sombras e arquitecta planos de vigança, prejuízo ou o que for; ou, à falta de melhor, um adversário poderoso com os mesmos objectivos e enormes ganas de alcançar primeiro uma meta arvorada em grande sentido. Para estes incansáveis guerreiros tudo o que acontece e acontecerá tem como nó górdio a conquista de uns centímetros, a vitória de mais uma disputa, o ganhar de mais um improvável torneio que inventaram e esgrimiram, mesmo que à revelia dos outros participantes.
Fazer da vida um campo de batalha não parece, assim à primeira, um projecto existencial de grande qualidade. Nem parece uma possibilidade realista para os muitos que apreciam amenidades, prazeres suaves, a traquilidade de um fim de tarde ou a alegria de uma gargalhada entre amigos.
Mas que é um poderoso motor do mundo, uma estratégia de contornar a finitude, uma fórmula consagrada de significar todos os dias como se fossem únicos e um entretém mobilizador de todas as energias, é indesmentível.
Só é chato que para que alguns prossigam as suas guerras, tantos pacatos inocentes sejam apanhados e sacrificados numa contenda que não tem fim.
sábado, 13 de outubro de 2012
AEQCTV Quinta Noivos - (FOTOS) Desfile de Noivas e Acompanhantes - Quint...
Este é o mesmo evento do anterior (versão fotos). Só pela musicalidade vale a pena ver até ao fim.
Excelentes fotos da equipa do Atelier de Fotografia de João Ferrão.
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Apresentação de Eventos
AEQCTV Quinta Noivos - Desfile de Noivas e Acompanhantes - Quinta do Con...
Uma experiência nova na condução deste estilo de desfile de moda.
Trabalhoso, mas recompensador.
Até o apresentador desfilou... Uma estreia na "passerele" vermelha em desfile de moda.
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Apresentação de Eventos
E a Banda Desenhada?
Cada geração tem as suas referências. As referências são como o próprio nome o diz, alusões, que umas vezes endossam para alguém ou alguma coisa que marcou firmemente um tempo, um modo de estar, de ser ou de fazer; outras vezes exprimem relações dinâmicas entre acontecimentos ou eventos que se tornaram paradigmáticos; e, outras vezes, ainda, funcionam como modelos intemporais.
As razões por que as pessoas usam todo o tipo de referências e, especificamente, referências geracionais, são capazes de ter que ver com o nosso desejo de semelhança, de proximidade, de encontrar pares. O desejo de, através do reconhecimento de memórias comummente valorizados, actualizar o passado e, dessa forma, preservar identidades.
O facto de mudarmos - mudarmos simplesmente porque crescemos, envelhecemos e, nesse trajecto, perdermos algumas coisas e ganharmos umas outras - e reformulamos constantemente a visão dos outros e do mundo é bem capaz de jogar um papel decisivo no facto de apreciarmos o encaixilhar de momentos ou de pequenas histórias sem importância que, ainda assim, são as nossas e as de alguns outros, já irreconhecíveis, já dispersos, já disfarçados pelos anos e pela compostura da maturidade. Daí que as referências funcionem como um sinal, como uma espécie de desencadeador de cumplicidades, que dizem o que dizem e, sobretudo, convidem, no que não conseguem dizer, a uma viagem por outros tempos e por outras formas de sermos nós.
No âmbito desta nossa necessidade de referências, que às vezes são muito dotas e outras de uma trivialidade constrangedora, dei-me conta, um destes dias, que uma das referências incontornáveis da minha geração estava à beira do colapso. Dei-me conta que um género de Banda Desenhada que alimentou bravas discussões familiares entre pré-adolescentes e pais perdeu espaço. Que os livros de quadradinhos que faziam parelha com os compêndios da escola nas entediantes tardes em que se estudava entre as aventuras do Fantasma e do Mandrake, português e matemática, sumiram.
Dei-me conta que já não se cita a Mafalada & C.ª, que já ninguém sabe a verdadeira história da Vampirella, que o Cisto Kid, o Cavaleiro Andane e o Major Alvega desapareceram, que até o Blake & Mortimer, o Lucky Luke ou mesmo o Astérix ou o Corto Maltese caminham a passos largos para o esquecimento.
Valendo o que vale, que por acaso acho que é imenso, fico cheia de pena que se cresça sem este tipo de referências tão prazenteiras e insubstituiveis.
As razões por que as pessoas usam todo o tipo de referências e, especificamente, referências geracionais, são capazes de ter que ver com o nosso desejo de semelhança, de proximidade, de encontrar pares. O desejo de, através do reconhecimento de memórias comummente valorizados, actualizar o passado e, dessa forma, preservar identidades.
O facto de mudarmos - mudarmos simplesmente porque crescemos, envelhecemos e, nesse trajecto, perdermos algumas coisas e ganharmos umas outras - e reformulamos constantemente a visão dos outros e do mundo é bem capaz de jogar um papel decisivo no facto de apreciarmos o encaixilhar de momentos ou de pequenas histórias sem importância que, ainda assim, são as nossas e as de alguns outros, já irreconhecíveis, já dispersos, já disfarçados pelos anos e pela compostura da maturidade. Daí que as referências funcionem como um sinal, como uma espécie de desencadeador de cumplicidades, que dizem o que dizem e, sobretudo, convidem, no que não conseguem dizer, a uma viagem por outros tempos e por outras formas de sermos nós.
No âmbito desta nossa necessidade de referências, que às vezes são muito dotas e outras de uma trivialidade constrangedora, dei-me conta, um destes dias, que uma das referências incontornáveis da minha geração estava à beira do colapso. Dei-me conta que um género de Banda Desenhada que alimentou bravas discussões familiares entre pré-adolescentes e pais perdeu espaço. Que os livros de quadradinhos que faziam parelha com os compêndios da escola nas entediantes tardes em que se estudava entre as aventuras do Fantasma e do Mandrake, português e matemática, sumiram.
Dei-me conta que já não se cita a Mafalada & C.ª, que já ninguém sabe a verdadeira história da Vampirella, que o Cisto Kid, o Cavaleiro Andane e o Major Alvega desapareceram, que até o Blake & Mortimer, o Lucky Luke ou mesmo o Astérix ou o Corto Maltese caminham a passos largos para o esquecimento.
Valendo o que vale, que por acaso acho que é imenso, fico cheia de pena que se cresça sem este tipo de referências tão prazenteiras e insubstituiveis.
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crónicas
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2845 Amora, Portugal
terça-feira, 9 de outubro de 2012
AEQC-TV Os Cavaquinhos - Atuação na Festa dos Comerciantes da Quinta do ...
Um apresentador que tem o hábito de cantar com os artistas. As minhas desculpas ao Mestre Rolando Barros, à Idalina e aos restantes membros do Grupo de Cavaquinhos pela intrusão, num dos vossos temas.
Temos que nos divertir, né?
Nada nos pertence
Um homem morreu intempestivamente...
Ao dar-se conta viu aproximar-se um ser muito especial que não se parecia com nenhum ser humano. Trazia uma mala consigo...
Disse-lhe:
- Bom amigo, é hora de irmos...Eu sou a morte!
O homem assombrado perguntou à morte.
- Já? Tinha tantos planos...
- Sinto muito amigo, mas chegou o momento da partida.
- Que trazes na mala?
E a morte respondeu-lhe:
- Os teus pertences.
- Os meus pertences? São as minhas coisas, as minhas roupas de marca e o meu dinheiro?
- Não amigo, as coisas materiais que tinhas nunca te pertenceram, eram da terra.
- Trazes as minhas recordaçõs?
- Não amigo, essas já não vêem contigo. Nunca te pertenceram, eram do tempo.
- Trazes os meus talentos?
- Não amigo, esses nunca te pertenceram, eram das circunstâncias.
- Trazes os meus amigos, os meus familiares?
- Não amigo, eles nuncam te perteceram, eram do caminho.
- Trazes a minha mulher e os meus filhos?
- Não amigo, eles nunca te pertenceram, eram do coração.
- Trazes o meu corpo?
- Não amigo, esse nunca te pertenceu, era propriedade da terra.
- Então, trazes a minha alma?
- Não amigo, ela nunca te pertenceu, era do Universo.
Então o homem cheio de medo, arrebatou a mala à morte, abriu-a e deu-se conta de que estava vazia.
Com as lágrimas de desespero a brotar dos seus olhos, o homem perguntou à morte:
- Nunca tive nada?
- Tiveste sim, meu amigo! Cada um dos momentos que viveste foram só teus.
A vida é só um momento...Um momento todo teu! Por isso, desfruta-o na sua totalidade.
Vivamo-lo AGORA...
Nota: Não é uma preocupação de agora, pois há muito que tenho sentido que muitas das minhas histórias, que foram publicadas em vários órgãos de informação quase sempre com o título: "Vida Real...Gente Real...Que Real Natal!" aparecem em emails reencaminhados com ilustrações e musicados, sem referirem o nome do autor nem a fonte de onde foi retirado. Chegou-se ao ponto de um colega jornalista, Jorge H. Santos, ter-me informado que num site de uma firma de «Conteúdos Financeiros Alemã», estar postado um trabalho meu, como forma de publicitar os seus produtos. Neste caso, fez-se o reparo do nome e queriam pagar pelo abuso de direitos de autor. Respondi, que não era mercenário da escrita, mas, ou retiravam a história ou colocavam o meu nome no final, apenas e só! Com o pedido de desculpas da multinacional removeram o conteúdo publicitário.
Existem muitos trabalhos do qual sou autor, a circular pela net (via emails) e tal como afirmou o Miguel Sousa Tavares (que vê os seus livros circularem de email para email em formato pdf) não vale a pena lutar contra estes "tubarões cibernautas" e não justifica apresentar queixa contra terceiros, porque nunca vai dar em nada.
Portanto, se verificarem que alguma história que coloco neste meu blog for já vossa conhecida, ela pertence-me. Não publico nada que não seja da minha autoria.
Uns criam...Outros copiam!
Joaquim Maneta Alhinho
Ao dar-se conta viu aproximar-se um ser muito especial que não se parecia com nenhum ser humano. Trazia uma mala consigo...
Disse-lhe:
- Bom amigo, é hora de irmos...Eu sou a morte!
O homem assombrado perguntou à morte.
- Já? Tinha tantos planos...
- Sinto muito amigo, mas chegou o momento da partida.
- Que trazes na mala?
E a morte respondeu-lhe:
- Os teus pertences.
- Os meus pertences? São as minhas coisas, as minhas roupas de marca e o meu dinheiro?
- Não amigo, as coisas materiais que tinhas nunca te pertenceram, eram da terra.
- Trazes as minhas recordaçõs?
- Não amigo, essas já não vêem contigo. Nunca te pertenceram, eram do tempo.
- Trazes os meus talentos?
- Não amigo, esses nunca te pertenceram, eram das circunstâncias.
- Trazes os meus amigos, os meus familiares?
- Não amigo, eles nuncam te perteceram, eram do caminho.
- Trazes a minha mulher e os meus filhos?
- Não amigo, eles nunca te pertenceram, eram do coração.
- Trazes o meu corpo?
- Não amigo, esse nunca te pertenceu, era propriedade da terra.
- Então, trazes a minha alma?
- Não amigo, ela nunca te pertenceu, era do Universo.
Então o homem cheio de medo, arrebatou a mala à morte, abriu-a e deu-se conta de que estava vazia.
Com as lágrimas de desespero a brotar dos seus olhos, o homem perguntou à morte:
- Nunca tive nada?
- Tiveste sim, meu amigo! Cada um dos momentos que viveste foram só teus.
A vida é só um momento...Um momento todo teu! Por isso, desfruta-o na sua totalidade.
Vivamo-lo AGORA...
Nota: Não é uma preocupação de agora, pois há muito que tenho sentido que muitas das minhas histórias, que foram publicadas em vários órgãos de informação quase sempre com o título: "Vida Real...Gente Real...Que Real Natal!" aparecem em emails reencaminhados com ilustrações e musicados, sem referirem o nome do autor nem a fonte de onde foi retirado. Chegou-se ao ponto de um colega jornalista, Jorge H. Santos, ter-me informado que num site de uma firma de «Conteúdos Financeiros Alemã», estar postado um trabalho meu, como forma de publicitar os seus produtos. Neste caso, fez-se o reparo do nome e queriam pagar pelo abuso de direitos de autor. Respondi, que não era mercenário da escrita, mas, ou retiravam a história ou colocavam o meu nome no final, apenas e só! Com o pedido de desculpas da multinacional removeram o conteúdo publicitário.
Existem muitos trabalhos do qual sou autor, a circular pela net (via emails) e tal como afirmou o Miguel Sousa Tavares (que vê os seus livros circularem de email para email em formato pdf) não vale a pena lutar contra estes "tubarões cibernautas" e não justifica apresentar queixa contra terceiros, porque nunca vai dar em nada.
Portanto, se verificarem que alguma história que coloco neste meu blog for já vossa conhecida, ela pertence-me. Não publico nada que não seja da minha autoria.
Uns criam...Outros copiam!
Joaquim Maneta Alhinho
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