domingo, 18 de novembro de 2012
O que não me faz bem...
O que não me faz bem, também não me faz falta!
sábado, 10 de novembro de 2012
A falta de auto-estima
Nos escaparates os temas de moda e elegância são sempre actuais, e é ver páginas e páginas de revistas dedicadas à beleza, a dietas milagreiras que devolvem silhuetas esplenderosas e, mais recentemente, à cirurgia estética, que parece abrir as portas difinitivas de um novo modo de estar bem, ser bonito ou estar conforme.
Por qualquer estranhíssima razão, ainda há quem fale de cirurgia estética em termos de ser a favor ou contra, como se também ela se prestasse a ser um daqueles temas fracturantes e essenciais.
Como de costume, de um lado ficam os que acham que tentar enganar o tempo ou subverter, por apoio das técnicas existentes, aquilo que a Natureza na sua incompreensível sabedoria decidiu, é uma fraude terrível, de um outro lado, ficam os que acreditam que vale a pena deitar a mão a tudo o que nos possa fazer sentir melhor a qualquer nível.
Mesmo que criticando, até os críticos, visivelmente, se rendem. O facto é que as cirurgias estéticas crescem como pãezinhos bem fermentados e cada vez mais pessoas tiram rugas, gorduras e proeminências indesejadas e põem formas arredondadas onde a moda diz que devem estar.
Para lá do folclore que se cria à volta como se fosse, de facto, um tema substancial, há uma recorrente invocação da cirurgia estética (mas também de todos os outros procedimentos estéticos menos invasivos) como uma medida destinada ao bem-estar psicológico e, subretudo, à bendita auto-estima.
A teoria é de uma simplicidade extrema: se acho que pareço mal, mudo a minha aparência e, com isso, melhoro a minha auto-estima. Pode ser. Mas também pode ser exactamente o contrário. Pode ser que seja, porque tenho uma auto-estima baixa, que me sujeito a procedimentos caros e mesmo dolorosos que me permitem, durante algum tempo, a ilusão de gostar mais de mim. Quando o efeito passa, quer dizer, quando descubro que a vida não muda na medida dos meus desejos por me sentir mais bonito, é provável que descubra que a falta de auto-estima não se trata com procedimentos estéticos.
Dizendo de outra maneira: não sei se melhora misturar os alhos com os bugalhos e querer acreditar que se trata a auto-estima com procedimentos estéticos ou narizes tortos com psicoterapia.
Por qualquer estranhíssima razão, ainda há quem fale de cirurgia estética em termos de ser a favor ou contra, como se também ela se prestasse a ser um daqueles temas fracturantes e essenciais.
Como de costume, de um lado ficam os que acham que tentar enganar o tempo ou subverter, por apoio das técnicas existentes, aquilo que a Natureza na sua incompreensível sabedoria decidiu, é uma fraude terrível, de um outro lado, ficam os que acreditam que vale a pena deitar a mão a tudo o que nos possa fazer sentir melhor a qualquer nível.
Mesmo que criticando, até os críticos, visivelmente, se rendem. O facto é que as cirurgias estéticas crescem como pãezinhos bem fermentados e cada vez mais pessoas tiram rugas, gorduras e proeminências indesejadas e põem formas arredondadas onde a moda diz que devem estar.
Para lá do folclore que se cria à volta como se fosse, de facto, um tema substancial, há uma recorrente invocação da cirurgia estética (mas também de todos os outros procedimentos estéticos menos invasivos) como uma medida destinada ao bem-estar psicológico e, subretudo, à bendita auto-estima.
A teoria é de uma simplicidade extrema: se acho que pareço mal, mudo a minha aparência e, com isso, melhoro a minha auto-estima. Pode ser. Mas também pode ser exactamente o contrário. Pode ser que seja, porque tenho uma auto-estima baixa, que me sujeito a procedimentos caros e mesmo dolorosos que me permitem, durante algum tempo, a ilusão de gostar mais de mim. Quando o efeito passa, quer dizer, quando descubro que a vida não muda na medida dos meus desejos por me sentir mais bonito, é provável que descubra que a falta de auto-estima não se trata com procedimentos estéticos.
Dizendo de outra maneira: não sei se melhora misturar os alhos com os bugalhos e querer acreditar que se trata a auto-estima com procedimentos estéticos ou narizes tortos com psicoterapia.
Concluí o meu 4.º Romance
Ao concluir o meu 4.º romance, sinto-me como uma criança que apanha e brinca na areia da praia, conchas e pedras polidas.
Décadas de dedicação à escrita, nas suas mais variadas vertentes, quer como jornalista profissional, autor de argumentos para televisão, letras para os mais variados cantores da música portuguesa, escritor (livro de poesia e prosa - «Imagens Escritas»), entre muitas outras palavras escritas para blogues e recentemente autor de anúncio publicitário televisivo para o Grupo Sonae.
Foram muitas horas, dias, anos, a escrever, a escrever e a escrever. Foram muitas as páginas em branco que preenchi com sentimentos, emoções, ficção e muito realismo (casos de vidas reais).
A escrita para mim não é um divertimento, mas sim uma necessidade, quase, como se fosse fisiológica.
Décadas de dedicação à escrita, nas suas mais variadas vertentes, quer como jornalista profissional, autor de argumentos para televisão, letras para os mais variados cantores da música portuguesa, escritor (livro de poesia e prosa - «Imagens Escritas»), entre muitas outras palavras escritas para blogues e recentemente autor de anúncio publicitário televisivo para o Grupo Sonae.
Foram muitas horas, dias, anos, a escrever, a escrever e a escrever. Foram muitas as páginas em branco que preenchi com sentimentos, emoções, ficção e muito realismo (casos de vidas reais).
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Pequenas histórias
domingo, 21 de outubro de 2012
Paulo Gonzo - Asa do Vento [HQ+Letras]
Não imaginam a satisfação que me deu escrever este tema para o Paulo Gonzo.
Ele é um ser humano fantástico e um cantor/compositor fora de série.
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Letras musicadas
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
A luta e o estilo
Porque somos diferentes encaramos a vida da forma como somos capazes.
Num extremo estarão as pessoas que vivem simplesmente, sem interrogações nem curiosidades metafísicas, nunca experimentando aquelas angústias do "quem sou, donde venho e para onde vou?", que alguns consideram adolescentes, mas que, disfarçadas e polidas, atravessam a vida da maioria dos humanos proporcionando, como ganho secundário, inquietações mobilizadoras e espessuras atraentes.
O que poderia ser a imensa virtude da aceitação incondicional e leve da nossa natureza é, muito mais frequentemente, a limitação da capacidade de pensar.
Do outro lado, na outra ponta do mesmo fio imaginário, encontram-se os que, aterrados pela iminência de um fim, fazem do presente um sobressalto e de muitos anos de interrogações sofridas uma antecâmara tumular. Para esses, o que poderia ser uma qualidade de consciência e lucidez transforma-se frequentemente num tenebroso suplício.
Pelo meio ficam muitas qualidades, espécies e combinações de pessoas nas suas singulares formas de ser e sentir, tudo, incluindo a própria vida.
Algures por aí,nesse meio sem ponto médio, sobressaem uns tantos que fazem da existência um combate, uma luta incessante e estafante. Como que por artes mágicas conseguem sempre arranjar um inimigo. Um arqui-inimigo com recursos extraordinários e mente tortuosa; um inimigo malévolo que espreita a cada esquina, persegue nas sombras e arquitecta planos de vigança, prejuízo ou o que for; ou, à falta de melhor, um adversário poderoso com os mesmos objectivos e enormes ganas de alcançar primeiro uma meta arvorada em grande sentido. Para estes incansáveis guerreiros tudo o que acontece e acontecerá tem como nó górdio a conquista de uns centímetros, a vitória de mais uma disputa, o ganhar de mais um improvável torneio que inventaram e esgrimiram, mesmo que à revelia dos outros participantes.
Fazer da vida um campo de batalha não parece, assim à primeira, um projecto existencial de grande qualidade. Nem parece uma possibilidade realista para os muitos que apreciam amenidades, prazeres suaves, a traquilidade de um fim de tarde ou a alegria de uma gargalhada entre amigos.
Mas que é um poderoso motor do mundo, uma estratégia de contornar a finitude, uma fórmula consagrada de significar todos os dias como se fossem únicos e um entretém mobilizador de todas as energias, é indesmentível.
Só é chato que para que alguns prossigam as suas guerras, tantos pacatos inocentes sejam apanhados e sacrificados numa contenda que não tem fim.
Num extremo estarão as pessoas que vivem simplesmente, sem interrogações nem curiosidades metafísicas, nunca experimentando aquelas angústias do "quem sou, donde venho e para onde vou?", que alguns consideram adolescentes, mas que, disfarçadas e polidas, atravessam a vida da maioria dos humanos proporcionando, como ganho secundário, inquietações mobilizadoras e espessuras atraentes.
O que poderia ser a imensa virtude da aceitação incondicional e leve da nossa natureza é, muito mais frequentemente, a limitação da capacidade de pensar.
Do outro lado, na outra ponta do mesmo fio imaginário, encontram-se os que, aterrados pela iminência de um fim, fazem do presente um sobressalto e de muitos anos de interrogações sofridas uma antecâmara tumular. Para esses, o que poderia ser uma qualidade de consciência e lucidez transforma-se frequentemente num tenebroso suplício.
Pelo meio ficam muitas qualidades, espécies e combinações de pessoas nas suas singulares formas de ser e sentir, tudo, incluindo a própria vida.
Algures por aí,nesse meio sem ponto médio, sobressaem uns tantos que fazem da existência um combate, uma luta incessante e estafante. Como que por artes mágicas conseguem sempre arranjar um inimigo. Um arqui-inimigo com recursos extraordinários e mente tortuosa; um inimigo malévolo que espreita a cada esquina, persegue nas sombras e arquitecta planos de vigança, prejuízo ou o que for; ou, à falta de melhor, um adversário poderoso com os mesmos objectivos e enormes ganas de alcançar primeiro uma meta arvorada em grande sentido. Para estes incansáveis guerreiros tudo o que acontece e acontecerá tem como nó górdio a conquista de uns centímetros, a vitória de mais uma disputa, o ganhar de mais um improvável torneio que inventaram e esgrimiram, mesmo que à revelia dos outros participantes.
Fazer da vida um campo de batalha não parece, assim à primeira, um projecto existencial de grande qualidade. Nem parece uma possibilidade realista para os muitos que apreciam amenidades, prazeres suaves, a traquilidade de um fim de tarde ou a alegria de uma gargalhada entre amigos.
Mas que é um poderoso motor do mundo, uma estratégia de contornar a finitude, uma fórmula consagrada de significar todos os dias como se fossem únicos e um entretém mobilizador de todas as energias, é indesmentível.
Só é chato que para que alguns prossigam as suas guerras, tantos pacatos inocentes sejam apanhados e sacrificados numa contenda que não tem fim.
sábado, 13 de outubro de 2012
AEQCTV Quinta Noivos - (FOTOS) Desfile de Noivas e Acompanhantes - Quint...
Este é o mesmo evento do anterior (versão fotos). Só pela musicalidade vale a pena ver até ao fim.
Excelentes fotos da equipa do Atelier de Fotografia de João Ferrão.
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Apresentação de Eventos
AEQCTV Quinta Noivos - Desfile de Noivas e Acompanhantes - Quinta do Con...
Uma experiência nova na condução deste estilo de desfile de moda.
Trabalhoso, mas recompensador.
Até o apresentador desfilou... Uma estreia na "passerele" vermelha em desfile de moda.
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Apresentação de Eventos
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