segunda-feira, 11 de maio de 2015

O amigo como inimigo


                                                                                      
Se ficamos mais decepcionados com os nossos amigos do que com os inimigos é porque esperamos receber o bem dos amigos e o mal dos nossos inimigos. Nem sempre, porém, as coisas funcionam assim, pois não? É por esta razão que se previne de que, por vezes, um amigo comportasse como um inimigo e o inimigo age como um amigo.
Quando é que uma censura ou repreensão pode ser um sinal de amor?
O amor não tem só a ver com beijos e palavras doces. O amor, por vezes, obriga-nos a censurar um amigo ou um filho e pode correr o risco de parecer desagradável, condenatório e crítico. Podemos até vir a perder amigos pela nossa sinceridade ao nos expressarmos. Contudo, se não advertirmos os amigos a respeito do que andam a fazer, especialmente se é algo que lhes possa causar dano, então que tipo de amigos somos nós?
Uma censura aberta é também um sinal de que o nosso amor não assenta em ilusões e fingimentos, mas baseia-se na verdade e na confiança.
 Qual pode ser o resultado da confrontação entre amigos?
A imagem do ferro a aguçar-se com o ferro sugere um benefício recíproco. Uma amizade posta à prova por verdadeiro confronto melhorará não apenas a qualidade da amizade, mas também estimulará e fortalecerá a personalidade de ambos. As respectivas armas ganharão mais eficácia. Acabaremos por ficar mais apetrechados para lutas futuras. As pessoas que se refugiam em si mesmas e unicamente nas suas ideias pessoais, e nunca se confrontam com o desafio de opiniões diferentes, não se desenvolverão no conhecimento, nem no carácter.
Já alguma vez recebeu uma censura por alguma coisa que poderia realmente provocar-lhe dano?
Imagine que não recebia advertência nenhuma a tal respeito. Tendo isto em mente, se tivesse de fazer o mesmo em relação a outra pessoa, como poderia fazê-lo de maneira redentora, em vez de maneira condenatória e crítica?

Qual é o seu nível pessoal de abertura e de transparência naquilo que diz? Que nível de desconexão há entre as suas palavras e os seus pensamentos? Acha realmente que uma tal duplicidade pode ser mantida indefinidamente?

domingo, 26 de abril de 2015

E vós?

“E vós, quem dizeis que eu sou?”.
A pergunta que Jesus fez há 2.000 anos continua a assombrar a História. As pessoas têm dado muitas respostas diferentes. Um grande mestre. Um profundo moralizador. Uma personificação da verdade. Um monumento ao altruísmo. Um profeta corajoso. Um reformador social. Um grande modelo de tudo o que o ser humano deveria ser.

A resposta à pergunta que Jesus fez não pode ser nada menos do que a confissão de Pedro: Jesus é “o Cristo de Deus”. “Cristo” significa o “Ungido”, o “Messias”, cuja missão não é a de um libertador político, mas a do Salvador que vai libertar a Humanidade das garras de Satanás e do pecado e dar início ao Reino da Justiça.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

O preguiçoso


“O preguiçoso mete a mão no prato e não quer ter o trabalho de a levar à boca.” Outras versões, judeus da Idade Média usam a expressão “esconde a mão no seio”.
Assim como há estudantes que dedicam mais tempo e energia a prepararem-se para fazer batota num exame do que a estudar para ele, é uma ironia que as pessoas preguiçosas se esforcem arduamente para encontrar explicações para a sua preguiça!
Só que, procedendo dessa maneira, perdem-se todas as oportunidades que a vida oferece. Nunca desfrutaremos da beleza da rosa, se não corrermos o risco de nos picarmos nos seus espinhos. Não seremos capazes de dar passos em frente, se tivermos medo de obstáculos. As pessoas que não ousam envolver-se nunca provarão o gosto da plenitude da vida.
Assim como uma porta gira nas suas dobradiças, mas não vai a parte nenhuma, também os preguiçosos dão voltas na sua cama; isto é, mudam de posição, mas também não vão a parte alguma.
 Podem levar a mão até ao prato, mas são demasiado preguiçosos para levar a mão com a comida de volta à boca!
Contudo, ainda pior é a sua preguiça intelectual, a sua mente fechada e a sua certeza quanto às suas opiniões pessoais. Portanto, estão sempre certos, são mais sábios do que sete pessoas entendidas, e estão fechados a outros pontos de vista, talvez bem mais sensatos do que os seus. Aqueles que pensam que têm todas as respostas normalmente não as têm.
Os homens não serão condenados por terem acreditado na mentira conscienciosamente, mas porque não acreditaram na verdade, porque não aproveitaram a oportunidade de aprender o que é a verdade.

 Até que ponto compreendemos a nossa função em proporcionar a outros a “oportunidade” de aprenderem o que é a verdade? Onde começa a nossa responsabilidade e onde é que termina?

domingo, 19 de abril de 2015

Joaquim Maneta Alhinho a Presidente da República



Numa pertenceu a nenhum partido politico.
Jornalista, escritor e letrista vai usar o seu discurso fácil e humorista para chegar facilmente ao povo.
Uma surpresa e uma figura que as pessoas vão adorar conhecer.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Por detrás da máscara


A vida está tão cheia de interrogações sem resposta, não está? Numa fracção de segundos, acontecimentos aparentemente ao acaso podem fazer a diferença entre a vida e a morte. Algumas pessoas passam de uma tragédia para a outra, enquanto existem outras em que tudo corre na perfeição. Tudo isso nos deveria dizer aquilo de que precisamos para viver pela fé.
Embora não seja um produto recente (especialmente no mundo ocidental) tem tido aceitação em anos recentes a ideia que defende a natureza relativa da verdade. Isto é, o que é verdade para uma pessoa, ou para uma cultura, poderá não ser verdade para outra. Ainda que, a um certo nível, isto seja sempre correto (nalguns lugares conduz-se pelo lado direito da estrada, noutros pelo esquerdo), a outro nível, isto é um erro perigoso, sobretudo no âmbito moral. Certas coisas são corretas e outras são erradas, independentemente do local onde vivamos ou das nossas preferências pessoais. No final de tudo, onde se encontra o conhecimento do que é certo e errado, do bem e do mal?
Como se pode ver, esta ideia de fazermos aquilo que é certo aos nossos próprios olhos não é nada de novo. Contudo, era algo tão errado naquele tempo como é agora. Como já vimos, nenhum de nós entende todas as coisas; de facto, não há nada que compreendamos totalmente. Todos temos áreas em que precisamos de crescer e de aprender, pelo que devemos estar sempre abertos ao facto de que não possuímos todas as respostas.
No caso dos tolos, a razão para se estar preocupado é que a influência das suas tolices vai além deles mesmos. Estão presentemente mais convencidos da sua sabedoria do que nunca; por conseguinte, insistirão nas suas tolices. Poderão eles ser tão convincentes que outros irão pensar que eles são sábios, vão-lhes prestar honras e consultá-los em busca de conselhos, coisa que poderá levar a grandes problemas. A tolice vai espalhar-se, mas, rotulada de “sabedoria”, poderá ser muito mais destruidora. Além disso, os tolos são tão tolos que não estão cientes da sua tolice.

Com que frequência nos sentimos tentados a fazer cedências naquilo que sabemos serem valores essenciais, verdades fundamentais? O que acontece, porém, quando certos valores essenciais se chocam? De que modo podemos saber quais os valores que têm primazia sobre os outros?