domingo, 9 de agosto de 2015
sábado, 25 de julho de 2015
Consequência da verdade.
Todas as áreas de conhecimento humano
são mutáveis.
Aquilo que sabemos agora não é o mesmo
que saberemos daqui a uns anos, e aquilo que hoje tomamos como certo e como
adquirido diz-nos a experiência que será um dia obsoleto e risível.
Se no mundo dito
tecnológico – um mundo que se encara como meramente instrumental – estas
mudanças são tão rápidas que todos nós mal nos lembramos de como era viver na
década passada, sem telemóveis nem computadores, no mundo das ideias dir-se-ia que
tudo pia mais fino.
Parece estranho que
dividamos o conhecimento em fatias e façamos de conta que a tecnologização
rápida pode ser asséptica e inconsequente na forma como encaramos o mundo e as
relações entre pessoas e povos. Parece, e é, estranho que façamos de conta que
os meios e o tempo gasto na persecução de fins ou de objectivos não toquem a
essência última dessas metas arvoradas em sentidos de realização ou de vida. Ou
seja, e cortando a direito, não dá para fazer de conta que termos feito, enquanto
sociedade, uma escolha tecnológica não tem consequências na forma como olhamos
o mundo e como nos situamos na relação com os outros.
Mas o facto é que
formas e conteúdos se imbricam intimamente.
Não é exactamente a
mesma coisa falar diariamente com alguém que está no outro lado do mundo,
vendo-o por câmara, ou escrever longas cartas no silêncio da noite olhando para
uma fotografia que, de dia para dia, vai desbotando.
Não é a mesma coisa escrever
lentamente à mão, procurando a palavra perfeita que exprima a ideia que se
esboça, evitando a rasura e a emenda, do que cortar e colar textos já escritos
de muitas origens e de muitos diferentes momentos.
Não é a mesma coisa
esperar que as estações do ano determinem as tarefas, o acordar e o deitar, a
roupa que se veste e os tempos de socialização do que viver em ar condicionado
com ocupações indiferentes ao ritmo dos dias.
Porque é diferente,
porque o mundo que criámos cria em nós formas de estar e ser de um tipo que não
sabemos precisar, não são desprezíveis os contornos das mudanças que nos mudam.
Mesmo que não
queiramos, mesmo que não saibamos, o jogo continua: verdade ou consequência ou
consequência da verdade…
Joaquim Maneta Alhinho
quarta-feira, 22 de julho de 2015
domingo, 19 de julho de 2015
sexta-feira, 17 de julho de 2015
terça-feira, 14 de julho de 2015
quarta-feira, 24 de junho de 2015
O elogio
O elogio
Terapeutas que trabalham com famílias divulgaram numa recente pesquisa,
que os membros das famílias estão cada vez mais frios, mais distantes, o
carinho é cada vez menor, não se valorizam as qualidades, facilmente se ouvem
críticas destrutivas.
As pessoas estão cada vez mais intolerantes e desgastam-se na valorização
dos defeitos dos outros.
Por isso, as relações de hoje não duram.
A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias. Não
vemos mais os homens a elogiar as suas mulheres ou vice-versa, não vemos os
chefes a elogiar o trabalho de seus subordinados, não vemos mais pais e filhos
a elogiar-se; etc.
Só vemos futilidades: valorizam-se artistas, cantores, jogadores,
pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por consequência, são
pessoas que têm a obrigação de cuidar do corpo, do rosto, das aparências.
A ausência de elogio afecta muito as pessoas e as famílias.
Há falta de diálogo nos lares. O orgulho e a agitação da vida impede
que as pessoas digam o que sentem.
Depois despejam-se essas carências nos consultórios.
Acabam-se casamentos, alguns procurando noutra pessoa o que não
conseguem dentro de casa.
Vamos começar a valorizar as nossas famílias, os nossos amigos, alunos
ou subordinados.
Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza do
parceiro ou parceira, o comportamento de nossos filhos.
O bom profissional gosta de ser reconhecido, o bom filho fica feliz por
ser louvado, o pai e a boa mãe sentem-se bem ao serem amados e amparados.
O amigo quer sentir-se apreciado.
Vivemos numa sociedade em que cada um precisa do outro; é impossível
uma pessoa viver sozinha e sentir-se feliz. Os elogios são forte motivação na
vida de cada um.
Quantas pessoas posso fazer hoje feliz elogiando-as de alguma forma?
Quer um abraço? Um beijo? Ou apenas dizer que gosto muito de si?
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