quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Acredite em si.


O Estado enganou-me.

O Estado enganou-me e enganou todos nós. Tive uma vida mais ou menos confortável, mas a partir de certa altura praticamente metade do que eu ganhava confiava ao Estado para tomar conta do meu dinheiro.
E o Estado enganou-me e não me quer dar aquilo a que tenho direito, a mim e a todos os portugueses. Reconheço que fui também penalizado pela idade, mas mesmo assim, sinto-me ultrajado, indignado, revoltado e muito solidário para com aqueles que têm reformas menores que a minha. E a minha dá para (sobre)viver, porque tenho felizmente a habitação paga.
Grandes ladrões! Acresce dizer que estão autorizados por nós…
Não me venham com partidos! Não me venham com governos, porque, para esse peditório eu já dei.
Como última esperança gostaria de ver um governo, cujos ministros fossem as pessoas que em Portugal mais conhecimentos e experiência comprovada têm em Economia, Saúde, Justiça, Educação, Segurança, etc…, independentemente de saber se têm ou não partido político.

sábado, 29 de agosto de 2015

Porque tarda a libertação de Carlos Cruz? Liberdade para um homem inocente...

Porque tarda a libertação de Carlos Cruz? Faça-se justiça e libertem um homem inocente!
Este senhor é um cidadão português a quem lhe foi tirada a possibilidade de ter uma vida normal, de continuar a sua excelente carreira profissional, de garantir a felicidade dos seus entes mais próximos. Cometeram uma das maiores atrocidades que se pode fazer a um ser-humano, acusar injustamente. Agora imagine se um dia lhe fazem


o mesmo a si...
As dez principais testemunhas/vítimas cujos depoimentos, em conjunto levaram à condenação de Carlos Cruz, já afirmaram em cartas enviadas ao Tribunal, de que ele é inocente e está preso injustamente.
Francisco Guerra, Lauro David Faustino Nunes, João Paulo do Corro Lavaredas, Carlos Miguel Oliveira, Mário Pompeu, Pedro Miguel Capenhe Pinho, Luís Filipe Cardoso Marques, Ilídio Augusto Marques, Ricardo Manuel Oliveira e Ricardo Rocha, todos eles já vieram a público afirmar que este caso foi uma FARSA e que ACUSARAM Carlos Cruz porque foi o nome que sempre aparecia na lista que a PJ lhes fornecia. Admitiram mesmo, que tinham que o acusar senão não receberiam os 50 mil euros.
Todos eles já pediram desculpas ao Carlos Cruz e escreveram aos juízes manuscritos afirmando a inocência do “Senhor Televisão”.
Só o conheciam da TV e era o nome mais fácil de fixar, dado que era uma figura pública que todos conheciam dos écrans.

sábado, 25 de julho de 2015

Consequência da verdade.


Todas as áreas de conhecimento humano são mutáveis.
Aquilo que sabemos agora não é o mesmo que saberemos daqui a uns anos, e aquilo que hoje tomamos como certo e como adquirido diz-nos a experiência que será um dia obsoleto e risível.
Se no mundo dito tecnológico – um mundo que se encara como meramente instrumental – estas mudanças são tão rápidas que todos nós mal nos lembramos de como era viver na década passada, sem telemóveis nem computadores, no mundo das ideias dir-se-ia que tudo pia mais fino.
Parece estranho que dividamos o conhecimento em fatias e façamos de conta que a tecnologização rápida pode ser asséptica e inconsequente na forma como encaramos o mundo e as relações entre pessoas e povos. Parece, e é, estranho que façamos de conta que os meios e o tempo gasto na persecução de fins ou de objectivos não toquem a essência última dessas metas arvoradas em sentidos de realização ou de vida. Ou seja, e cortando a direito, não dá para fazer de conta que termos feito, enquanto sociedade, uma escolha tecnológica não tem consequências na forma como olhamos o mundo e como nos situamos na relação com os outros.
Mas o facto é que formas e conteúdos se imbricam intimamente.
Não é exactamente a mesma coisa falar diariamente com alguém que está no outro lado do mundo, vendo-o por câmara, ou escrever longas cartas no silêncio da noite olhando para uma fotografia que, de dia para dia, vai desbotando.
Não é a mesma coisa escrever lentamente à mão, procurando a palavra perfeita que exprima a ideia que se esboça, evitando a rasura e a emenda, do que cortar e colar textos já escritos de muitas origens e de muitos diferentes momentos.
Não é a mesma coisa esperar que as estações do ano determinem as tarefas, o acordar e o deitar, a roupa que se veste e os tempos de socialização do que viver em ar condicionado com ocupações indiferentes ao ritmo dos dias.
Porque é diferente, porque o mundo que criámos cria em nós formas de estar e ser de um tipo que não sabemos precisar, não são desprezíveis os contornos das mudanças que nos mudam.
Mesmo que não queiramos, mesmo que não saibamos, o jogo continua: verdade ou consequência ou consequência da verdade…



                                                      Joaquim Maneta Alhinho