quarta-feira, 21 de outubro de 2015
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Porque é que se muda?
Era bom sabermos de certeza absoluta, ou pelo menos com aquela margem
de probabilidade que nos consola, porque é que se muda, quando se muda e como
se muda.
Não sendo dos temas mais óbvios, a questão da mudança é dos mais importantes.
Em relação a nós próprios: ao nosso estilo de vida, às formas como nos
vinculamos e nos zangamos depois com as pessoas, às escolhas que fazemos numa
ou noutra direcção. Dava jeito, e às vezes fazia mesmo falta, ter um
entendimento qualquer do que nos move, do que nos faz partir ou ficar, do que
nos seduz irremediavelmente e, também, do que nos assusta inexplicavelmente.
Em relação aos outros, ter algum vislumbre dos caminhos que pretendem
seguir; das conjecturas que, mais frisadas ou mais lisas, os influenciam;
daquilo que em cada momento os atrai ou os distancia era um trunfo
poderosíssimo e uma fonte de poder pessoal que duvido que muitos desprezassem.
Em termos sociais, então, seria o luxo dos luxos perceber porque é que
os nossos valores são ortogonais em relação aos nossos comportamentos, porque é
que sistemas perversos se auto-alimentam para lá de qualquer razoabilidade,
porque é que a realidade dá lições de imaginação aos mais dotados criadores.
Descendo à terra, e indo ao registo onde deambulamos e
que nos costuma preocupar, temos que é um imenso desconforto acreditarmos que
nada se perde e tudo se transforma e não termos a mais pequena noção das
formas, razões e amplitudes dessas mudanças, que nos mudam também.
Por um lado, adoramos o novo e somos sôfregos de
qualquer coisita que quebre a rotina e nos abra horizontes de possibilidades.
Mas, por outro lado, agarramo-nos ao conhecido e resistimos ao que inaugura
essas outras possibilidades como se traíssemos o passado e a nossa história,
como se na adopção do novo desconstruíssemos a nossa periclitante identidade.
Mudamos porque temos de mudar e mudamos quando temos
que mudar. Temos que mudar como condição de adaptação e sobrevivência e
operamos essas transformações quando já esgotámos os truques que nos permitiam
não nos sujeitarmos a mais conversas.
Dos entremeios, quer dizer, das múltiplas e
sofisticadas razões que medeiam as mudanças que fazemos ou nos acontecem, só dá
mesmo para, laboriosamente ir dizendo umas coisitas.
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
Carlos Cruz: Um INOCENTE na prisão
Estou INOCENTE!
Não fiz nada do que me
acusam no Processo Casa Pia. Nunca tive relações homossexuais com ninguém de
nenhuma idade. Sou heterossexual militante e nunca tive relações com nenhum
menor.
A minha família sabe que
estou inocente, os meus amigos que conhecem a minha vida sabem que estou
inocente. O Ministério Público sabe que estou inocente. O Sr. Carlos Silvino
sabe que não me conhece de parte nenhuma antes do Processo. As vítimas sabem
que estou inocente - podendo ter criado uma fantasia, consciente, inconsciente
ou manipuladas por alguém que lhes incutiu "falsas memórias" fenómeno
perfeitamente comprovado e aceite por toda comunidade científica internacional
e nacional.
Mas, se estou inocente,
porque fui acusado? Porque me envolveram num dos processos mais sórdidos da
Justiça portuguesa? O meu nome era um nome que daria credibilidade à mentira.
Em 2002, nada foi
investigado a meu respeito: nem escutas, nem vigilâncias, nem buscas a minha
casa ou ao escritório ou aos estúdios, nenhuma análise aos meus computadores,
nenhum interrogatório a ninguém da minha família ou das minhas relações, não me
foi apreendido sequer o telemóvel, nenhum interrogatório em Elvas (excepção de
um vizinho "inimigo" da D. Gertrudes, que nada confirmou) nenhum interrogatório
aos habitantes ou vizinhos do edifício das Forças Armadas (excepção à dona do
apartamento, entretanto falecida, e à mulher da limpeza que negaram tudo)
nenhum interrogatório ao dono ou aos empregados da empresa de estafetas a quem
pertence a célebre porta das traseiras. NADA. Prenderam para investigar e...não
investigaram!
Tudo isto teve que ser
feito pelas defesas, arrolando testemunhas que deviam ter sido interrogadas
pela investigação!
Mais, não só não existiu
investigação, como esta ainda cometeu erros grosseiros que vão constituir um
dossier a ser apresentado ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.
É difícil afirmar
peremptoriamente o que terá provocado este comportamento principalmente se
pensarmos que a Polícia Judiciária é uma instituição prestigiada. Podemos
especular com a teoria muitas vezes apresentada em casos estrangeiros de que a
investigação partiu do princípio de que a história era verdadeira e, por isso,
não era necessário investigar muito. É uma teoria muito defendida em muitos
casos.
Por outro lado não
esqueçamos que esta investigação especialmente foi dirigida pelo Ministério
Público que cedo avocou o processo retirando a investigação à PJ.
O certo é que os erros
foram cometidos. Pré convicção? Negligência? Incompetência? Má-fé?
Por tudo isto seria útil
uma investigação séria à investigação. Até porque a grande vantagem de toda a
publicidade deste processo é que todos os responsáveis têm nome e não quero
generalizar pois estaria a culpar toda a Justiça e eu ainda quero acreditar que
temos pessoas competentes e sérias nos diversos órgãos Judiciários no nosso
país. Serviria a Justiça, a Democracia, o País. Para memória futura!
Carlos Pereira Cruz
terça-feira, 8 de setembro de 2015
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
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