domingo, 10 de janeiro de 2016

Portugal nunca será uma Nação com Carlos Cruz numa prisão.

Está a tornar-se tardio Doutora Juíza do Tribunal de Penas...
O amigo Carlos Cruz já cumpriu 2 terços da pena, no dia 2 de Dezembro de 2015, que injustamente lhe foi aplicada.
Está na hora de ser ouvido e de lhe dar a LIBERDADE.
Nunca devia ter pisado um degrau duma prisão e Portugal tem que lhe pedir perdão e ser ressarcido com uma grande indemnização.
Nunca seremos uma Nação com um INOCENTE na prisão.
Força Carlos.
Eu e os amigos destes grupos que te apoiam e que tu reconheces, em breve estaremos aí para te ver sair em liberdade.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Vida Real com Gente Real.

Certo dia, Thomas Edison chegou a casa com um bilhete para a sua mãe.
Disse-lhe: "O meu professor deu-me este papel para te entregar".
Os olhos da mãe lacrimejavam ao ler a carta e resolveu lê-la em voz alta para o seu filho: "O seu filho é um génio. Esta escola é muito pequena para ele e não temos professores ao seu nível para ensiná-lo. Por favor, ensine-o você!"
Depois de muitos anos, Edison veio a tornar-se um dos maiores inventores e cientista do século.
Após o falecimento da sua mãe, resolveu arrumar a casa e quando menos esperava viu um papel dobrado no canto de uma gaveta. Para sua surpresa era a antiga carta que o seu professor tinha enviado à sua mãe, porém o conteúdo era outro daquele que a mãe lhe leu anos atrás.
«O seu filho é confuso e tem problemas mentais. Não vamos permitir que venha mais à escola!»
Edison chorou durante horas e resolveu escrever no seu diário: "Thomas Edison era uma criança confusa mas graças a uma mãe heroína e dedicada, tornou-se o génio do século."

Existem certos momentos das nossas vidas onde é necessário mudar o "conteúdo da carta" para que os objectivos sejam alcançados.

sábado, 19 de dezembro de 2015

As dores de cabeça e o sexo



Esta semana jantei com duas amigas. Ambas casadas. Uma há uma boa dúzia de anos. A outra recente. Conversas à mesa de um restaurante e veio a tema, os seus homens, claro. As promessas que fazem, os que cumprem nos primeiros tempos e depois, devagarinho, vão-se esquecendo, deixando para depois. A "conversa do costume" quando chegam a casa: "Estou cansadíssimo. Tive um dia horrível" ou "não exijas muito de mim que hoje foi terrível" ou, pior que tudo: "mas tu só pensas nisso?!". As duas contavam a história e riam - para não chorar, claro. "Sabes, Quim, por isso é que quando me dizem que as mulheres estão sempre cansadas, acho que é uma piada. Nós temos uma vitalidade incrível. Vocês homens é que não têm pedalada para nós...", suspirava, enfim, a mais madura em matéria de casamento, já com filhos crescidos. A outra acenava com a cabeça afirmativamente.
Se tivesse sido esta a única conversa do género no espaço de uma semana e eu ficaria tranquilo. Significava que as minhas amigas tinham simplesmente energia a mais para os seus maridos. O pior é que a coisa não ficou por aqui, porque passado uma semana estive num outro jantar, este "misturado" - ou seja, com casais. Mas aqueles casais em que as mulheres conversam com mulheres, e homens com homens. Uma seca, digo eu! Quando me acerco do grupo das mulheres uma delas tinha iniciado um desabafo em voz baixa sobre a "falta de marido"... "Ele anda sempre cansado. Agora já anda cansado há dois meses?!"
Fiquei calado, abri os olhos, encolhi os ombros e soltei um silencioso: "É pá...".
Pois, pensei depois, a verdade é que já é tempo de acabar com o mito criado pelo sexo masculino de que as mulheres estão sempre cheias de dores de cabeça. Essa velha desculpa para se virarem para o outro lado e adormecerem. Pois, pelos vistos, a coisa está a mudar, pelo menos para um certo tipo de mulheres: as emancipadas, seguras de si, que quando chegam a casa, após um longo e estafante dia de trabalho, depois de resolverem tudo e cuidar das crianças, querem exactamente aquilo que eles reclamaram: que ninguém naquela relação tenha dores de cabeça. Não naquele momento de...poder viver! Achei que o que estava a mudar não eram as mulheres sentirem isso - não tenho dúvidas que sempre o pensaram, nas alturas certas. O que mudou é que agora não têm tabus de falar abertamente sobre a situação. Aquela situação frustrante de ser só um a querer... e, neste caso, elas.
"Agora tu vê: uns são gays, os outros casados, os nossos estão sempre cansados... O mundo está perdido!" Por tudo isto, aqui fica um alerta aos homens deste país (e além fronteiras, já agora): amigos, antes de dizerem que estão com dores e cansados, passem na farmácia, comprem um analgésico, daqueles potentes, e já agora tragam mais alguma coisa para "alegrar" as vossas mulheres nas horas que se seguem. O mundo mudou, acreditem!
Onde estão os machos latinos que tão boa conta dava do recado? Será que estão em vias de extinção?
Vamos lá, depois não digam que ninguém vos avisou…


quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

PURINAPAKOVA



Acabei de entregar na minha Editora o original do meu próximo livro.
Deixei na Chiado Editora uma "bomba" pronta a detonar, a 6 de Março de 2016, pelas 15h00, no Hotel Club d'Azeitão.
Já se imaginou enclausurada(o) durante 22 anos, sem qualquer acesso ao mundo exterior?
A verdade em conjugação com a ficção vai criar muita polémica em torno desta personagem.
Realidades que nunca ninguém ousou escrever.
Fixem este nome: PURINAKOVA
Nota: Esta é uma capa exemplificativa.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Vida Real com gente real!


Morreu um outro Joaquim.
Um dia cabe-me a mim…

Foi esta madrugada em plena baixa de Lisboa que morreu o Joaquim.
Não era actor nem artista. Não era famoso, nem conhecido. Não tinha fama. Era só o Joaquim.
Era apenas um homem que tinha passado pela guerra, que tinha sido abandonado pela nação e pelo povo pelo qual lutou. Um homem cuja vida era passada entre um embrulho de papel e uma resma de jornais, sendo estes o seu cobertor que noite após noite abraçava o seu corpo cansado, das cicatrizes dos homens e das mulheres que por ele passavam e nem um olhar lhe dirigiam.
Era o Joaquim. Homem que não se achava merecedor de uma cama quente, de um duche tranquilizante, de um prato de sopa que lhe apazigua-se o “rato” que amiúde lhe roía o estômago. Era o Joaquim de carrinho de supermercado nas mãos com o qual transportava os seus pertences. Os seus bens mais preciosos.
O Joaquim...
O homem de sobretudo roto, barba comprida entrançada pela sujidade, rugas profundas resultantes de uma vida cansada, desnorteada, carente de um ombro amigo, de uma palavra de alento ou de um sorriso infantil.
Morreu o Joaquim.
Aquele que sorria para todos sem contrapartida, que brincava aos loucos com a plena consciência do seu estado de miséria, aquele que ouvia dizerem-lhe:
- Este é que leva a vida a bem e sem preocupações.
Sim...
Foi esse o Joaquim que morreu.
O Joaquim que tu, eu e todos nós não demos a devida importância.
Morreu o Joaquim. Sem honras, sem reconhecimento. Profundamente esquecido por uma sociedade hipócrita e egoísta de falsos princípios apregoados à vista de todos e olvidados em privado.
Morreu o Joaquim...
Aquele que um dia pode vir a ser qualquer um de nós. Um dia cabe-me a mim…

Morreu e foi enterrado em absoluto silêncio.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

A visita ao Carlos Cruz

Eu vi no seu olhar e senti no abraço forte que me deu seguido de um silêncio mordaz.
Depois disse-me ainda com voz trémula: «Vocês são fantásticas(os)».
Ele sente que o povo o crucificou sem provas mas é reconhecedor de que muita gente do seu país sempre acreditou na sua inocência.
Para mim a visita a este amigo foi carregado de peripécias logo desde a entrada.
A máquina não parava de apitar. Tire os sapatos, dizia a guarda prisional. Mais uma passagem e a máquina insistia no apito. Tire o cinto, por favor!
Aqui, respondi: - «Mau...Querem ver que ainda vou nu!» A jovem guarda sorria, mas ainda me perguntou: Têm alguma prótese? E eu respondi de pronto: - «Que eu saiba não!» Aqui é que foram elas, a jovem guarda dobrou-se de tanto rir, pegou-me no braço e lá fui eu com os sapatos e o cinto numa mão e com a outra a segurar as calças, no trajecto pelas escadarias, pelo enorme corredor até chegar ao amigo Carlos Cruz. Não me largou o braço até que o Carlos ao abraçar-me perguntou: «Então Alhinho, continuas um modelo, pá! Como vão as tuas mulheres?» Aqui, a jovem guarda encostou-se à ombreira da porta com dores no estômago de tanto sorrir e caminhou deambulando curvada pelo corredor.
Ambos ficámos felizes e durante a hora que dialogámos li no seu olhar a sua inocência. Só um cego não vê...Sente-se injustiçado, inconformado e revoltado, mas com muita coragem para enfrentar a decisão que a juíza irá proferir a partir de 2 de Dezembro.
As dores nas costas e no ombro são penosas, mas resisti firme, qual guerrilheiro na primeira fila da batalha e que não tem medo de dar o corpo às balas.
Falámos do seu próximo livro que acabou de corrigir e também falámos do meu, que vai ser muito polémico. Aqui, depois de lhe traçar ao de leve sobre o seu conteúdo, avisou-me: «Alhinho, vê lá onde te vais meter!»
Amanhã, conto o resto, ok?
Ah, na saída já composto fui buscar os meus pertences à recepção. Quem lá estava? A jovem guarda que me deu uma bolsa de pano. Agradeci-lhe com um sorriso e dirigi-me à porta de saída de sacola às costas. De repente ouço a sua voz, «Ó senhor, a bolsa não é para levar para casa é só os seus pertences». Voltei-me e deixei de a ver. Aproximei-me do balcão e lá estava ela novamente curvada com a mão no estômago de tanto sorrir.
Lá diz o velho ditado: "Vale mais cair em graça do que ser engraçado."
Ficou-me a satisfação de ter deixado naquela manhã duas pessoas felizes: O amigo Carlos Cruz e a morena guarda prisional.