sexta-feira, 10 de março de 2017

Dos filmes pornográficos a pastora de igreja

Crystal Bassette, conhecido nome da indústria pornográfica norte-americana, levava uma vida de excessos. Gastava o salário anual de quase 300 mil euros em festas, álcool, roupa e carros desportivos. Depois de participar em mais de 100 filmes pornográficos, a norte-americana decidiu mudar de vida e hoje tem a sua própria igreja, onde é pastora.
Crystal, de 33 anos, natural de Clay, em Nova Iorque, foi mãe aos 16 anos. Com o filho bebé, Justin, nos braços, a mulher queria dar a melhor vida possível à criança. Começou a trabalhar como dançarina, ma o ordenado não chegava. Foi abordada por um agente de actores pornográficos, que lhe garantiu que conseguiria fazer fortuna. No entanto, depressa percebeu que o dinheiro não era tudo. "Lembro-me que depois da primeira cena que gravei fui tomar banho e fiquei duas horas no duche a chorar. Só voltei a participar noutra cena um mês depois. A pouco e pouco, foi-se tornando num emprego normal, das 09h00 às 17h00. Deixava o meu filho na escola e ia fazer filmes pornográficos", conta Crystal. Com muitas ofertas de trabalho, e a ganhar quase 300 mil euros por ano, depressa entrou em espiral descendente. Começou por investir numa mansão. Depois em carros de luxo. Logo a seguir começou a gastar uma fortuna em roupas, álcool e festas. Em Maio de 2014 sofreu um acidente de viação e, a conselho da irmã, decidiu visitar uma igreja local. Foi aí que foi "salva" pelo pastor e actual marido, David. "Senti que Deus estava a falar directamente para mim e quis mudar", revela a ex-actriz porno. A mudança não foi, no entanto, imediata. "Tinha um contrato a cumprir e ainda tive que fazer mais duas cenas. Custaram-me muito, porque então tinha a certeza que não era a vida que queria. Já tinha encontrado o meu caminho", conta Crystal. Mal terminou a carreira no entretenimento para adultos, casou com David e estudou para se tornar assistente judicial. Mas o chamamento de Deus falou mais alto. "Eu e o David resolvemos abrir a nossa própria igreja, a Igreja Novos Começos na Vida Cristã, em Fulton, Nova Iorque. Queremos inspirar outras pessoas", afirma Crystal Bassette.

"Olho para o meu passado e não posso dizer que me arrependa. Foi isso que me tornou na pessoa que sou hoje. Se eu tivesse sido professora não ajudava pessoas como ajudo hoje. Foi Deus que me mudou. A mim e à minha vida", conclui a ex-actriz pornográfica.



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Um dia acontece a qualquer um de nós. Duvidam?



Estava esta manhã a ver passar o cortejo Carnavalesco das crianças em Azeitão e sentou-se ao meu lado um individuo da minha idade, quando inesperadamente desabafou assim:
 - Ainda a semana passada, tinha tudo! Um cozinheiro para as refeições, o meu quarto estava limpo, as minhas roupas lavadas e passadas e tinha um tecto para me abrigar equipada com TV, Internet, Sala de Desportos, Piscina, Biblioteca e até podia estudar...
Perguntei-lhe: Então amigo, o que é que se passou? Desemprego? Droga? Álcool? Mulheres? Jogo?
 - Não, não... Saí da prisão!
- Mas cometeu algum crime para ter estado preso?
- Não amigo, não sou um criminoso. Sou viúvo, reformado já há alguns anos e por causa de um filho fiquei na miséria. Coloquei tudo o que tinha em seu nome e ao juntar-se com a namorada correram comigo de casa. Deixaram-me na rua com a roupa que tinha no corpo.
A dormir na rua e a viver da mendicidade, dirigi-me a um polícia e disse-lhe para me prender.
O agente respondeu-me: - Senhor, não tenho razões para o prender. Não fez mal a ninguém…
Eu insistia com o agente da autoridade para me prender porque não tinha onde dormir nem onde comer e insisti que me prendesse, mas em vão.
Desesperado com fome e sem descansar sentia-me fraco e quase a desfalecer.



De repente, num acto impensável peguei numa pedra e lancei-a ao vidro de um Banco, partindo-o em pedaços.
Aí, o agente da autoridade algemou-me e levou-me para a esquadra, depois para o tribunal e posteriormente para a cadeia.

Ajoelhei-me aos seus pés e disse-lhe com carinho: - Muito obrigado! Agora já vou ter um tecto, uma cama e comida. Que Deus o proteja...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Uma "Intrusa" na minha casa

Era eu ainda muito jovem, o meu pai conheceu uma estranha, recém-chegada à nossa pequena vila. Vila Boim - Elvas.
Desde o início, o meu pai ficou fascinado com esta encantadora personagem e, de seguida, convidou-a a viver connosco.
A estranha aceitou e, desde então, esteve sempre connosco.
Enquanto crescia, nunca perguntei qual o papel daquela “intrusa” na família; na minha mente jovem já tinha um lugar muito especial.
A minha mãe ensinou-me o que era bom e o que era mau e o meu pai ensinou-me a obedecer.
Mas a “intrusa”, como eu lhe chamava, era a nossa conselheira.
Mantinha-nos enfeitiçados durante horas com aventuras, mistérios e comédias.
Ela tinha sempre respostas para qualquer coisa que quiséssemos saber de política, história ou ciência.
Conhecia tudo do passado, do presente e até podia adivinhar o futuro!
Levou a minha família ao primeiro jogo de futebol.
Fazia-me rir e fazia-me chorar.
A “intrusa” nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava.
O meu pai tinha fortes convicções morais, mas a “intrusa” nunca se sentia obrigada a honrá-las.
As blasfémias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidas em casa, nem da nossa parte, nem dos nossos amigos ou de quem nos visitasse.
Entretanto, a nossa “intrusa” de longo prazo usava sem problemas a sua linguagem inapropriada  que às vezes queimava os meus ouvidos e que deixava os meus pais envergonhados.
O meu pai nunca me deu permissão para beber, mas a “intrusa” sugeria a tentá-lo e fazia-o de forma regular. Fez também com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo.
Falava livremente (talvez em demasia) sobre sexo. Os seus comentários eram às vezes evidentes, outros sugestivos e geralmente vergonhosos.
Agora sei que os meus conceitos sobre as relações humanas foram influenciados fortemente durante a minha adolescência pela “intrusa”.
Repetidas vezes a criticaram, mas ela nunca deu importância aos valores dos meus pais, mesmo assim, permaneceu em nossa casa.
Passaram-se mais de cinquenta anos desde que a “intrusa” veio para a família. Desde então mudou muito e já não é tão fascinante como era no princípio.
Os meus pais faleceram mas a “intrusa” continua na minha casa sempre à espera que alguém queira escutar as suas conversas ou dedicar o seu tempo livre a fazer-lhe companhia.
O nome dela? Ah, é a Televisão. Sim, a “intrusa” é a televisão.
Agora tem um marido que se chama Computador, um filho que se chama Telemóvel e um neto de nome Tablet.
A “intrusa” agora tem uma família.
E a nossa família será que ainda existe?




domingo, 29 de janeiro de 2017

O tempo

O tempo é como um rio ao qual nunca tocamos na mesma água duas vezes, porque a água que passou não passará de novo.
Encontrem tempo para viver. Pode ser?


quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Purinapakova: Um livro de leitura obrigatória.

Imaginem os meus amigos(as) que ficavam enclausurados durante 22 anos.
Esta rapariga entrou para um Convento muito nova com o objectivo de servir a Deus como freira. Opções de vida...
O que não esperava era das atrocidades físicas e psíquicas que viria a sofrer durante todos esses anos.
Um caso real aliado a um pouco de ficção da minha parte, que não dispenso de recomendar a sua leitura.
Se porventura não ainda não o leu, não perca tempo!
Poderei enviá-lo autografado para a sua casa, se assim o entender...

Basta enviar email para: manetaalhinho@gmail.com