Um tema escrito e composto por Joaquim Maneta Alhinho
terça-feira, 7 de julho de 2026
segunda-feira, 6 de julho de 2026
sábado, 30 de maio de 2026
quinta-feira, 12 de março de 2026
Chega. Basta. Já cansa…
Falem do
que quiserem, massacrem, dissequem e cuspam, mas não envolvam pessoas que
caminham nesta vida com humildade e transparência.
Se querem
fazer porcarias e vomitar o veneno, soltem-no ao vento nas imensas falésias da
nossa costa. São seis mil hectares, espaço mais que suficiente para verterem a
vossa frustração e a raiva contida. Mas não o façam através das redes sociais,
com perfis fraudulentos e emails fabricados à “la minute”. Maldigam os patrões,
a família, os devedores, os ex-namorados, maridos ou candidatos a ex qualquer
coisa.
Digo isto,
também na qualidade de vítima destas artimanhas, porque apesar de ter um
passado mais ou menos organizado, com um arquivo doce e mão benevolente do
tempo e do respeito, sou um alvo fácil de abater.
Mas, dá-me
asco ver a facilidade com que se atiça fogo nas redes sociais, a forma desmazelada
como se faz uso fácil da ironia e de algumas figuras de estilo, em prol do
vómito da vingança.
“Roubaste-me
dinheiro que estava caído na tua cozinha”; “Tiraste um mestrado sem estudares”;
“Chulo de mulheres” e muitas outras tantas, daqueles que se escondem atrás de
um ecrã e de uma claque de amigos, que batem palmas a qualquer pôr do sol. Arrogância usada nas afirmações só com o
objectivo de insultar. Não, não são todos líderes déspotas de países de
terceiro mundo, são pessoas iguais a nós, que pertencem a uma família qualquer,
tão disfuncional como a nossa, que serão pais ou não, mas certamente filhos de
alguém.
Infelizmente,
a nossa relação, com alguém, não define essa pessoa. Pensar o contrário é uma
pretensão, mesmo com muito amor próprio.
Um relógio
parado acerta duas vezes por dia. Mas nós não somos um relógio, nem nunca
seremos tão precisos quanto um. Temos obrigação orgânica de sermos mais
ponderados e de pensamento mais flexível.
Mal, toda
a gente vai pensar, alguma vez, e toda a gente vai dizer, muitas vezes. Sempre
que for possível, dominem-se, reservem-se e respirem fundo.
O mundo
agradece e amolece. E para duras, já nos bastam as pedras do caminho.
Fui eu
quem disse…
Joaquim Maneta Alhinho
quinta-feira, 25 de julho de 2024
Preciso de Viver antes de morrer
Não sei o que fazer primeiro
mas preciso ser diferente
nem sei onde vou buscar coragem
para enfrentar os monstros de frente.
Sei que não posso parar tão cedo
ainda tenho muito que fazer
mesmo que tenha falhas e medos
preciso de viver antes de morrer.
Apesar de esquecer às vezes
quando falta a disposição
quando vejo passar os meses
ouço o grito do meu coração.
Nada mais me importa
não tenho tempo a perder
porque o tempo passa
e preciso de viver antes de morrer.
Tudo aquilo que sonhei, enquanto fui criança
vou viver essa aventura
pensar em algo, fugir ao tempo
fazer uma loucura.
Vem comigo sentir
vem comigo viver
porque todos nós
Precisamos de viver antes de morrer.
Autor: Joaquim Maneta Alhinho @SPA
quinta-feira, 9 de maio de 2024
Que ninguém se iluda
Um dia só vais existir na memória de muitas poucas pessoas.
Serás lembrado durante um curto tempo e em poucos anos, serás apenas um mero retrato.
Em poucos meses a viúva, vai-se apaixonar por outra pessoa, os teus filhos farão as suas vidas e o teu carro terá um novo proprietário.
As tuas roupas vão directas para a lixeira. O teu local de trabalho será ocupado por outro profissional e tudo o quanto amealhaste durante uma vida serão objecto de disputa entre os herdeiros.
Só existe uma pessoa que se vai lembrar sempre de ti, todos os dias, se porventura ainda for viva: A tua Mãe.
Um dia, as pessoas vão olhar para o teu retrato já amarelado e sem qualidade e vão pensar se vale a pena mandar restaurar para que tu continues vivo nas suas memórias ou levas como destino o caixote do lixo mais próximo.
E a vida continua, sem sombra de ilusões.



