domingo, 13 de maio de 2018

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Canção "Último dia" Nomeada pela SPA

Quem diria...
Está nomeada pela SPA como «Melhor Tema da Música Popular 2017», a canção da minha autoria, com música e orquestração do Mestre Dino Balula, com o titulo "Último Dia".
Nomeados a par com concorrentes como "Amar pelos dois", de Luísa Sobral e "A vida toda" de Carolina Deslandes, adivinha-se que não temos qualquer hipótese de vencer.
Resta-nos a consolação do trabalho realizado e agradecer a todos quantos acreditaram no nosso trabalho.
Assim, ao Produtor Rui Tintas, à coralista do tema Nanda Alves, ao Augusto Manuel Duarte, ao Mestre Antonio Bizarro (Sandra Custódio), ao compositor e Mestre Dino Balula e a todos os amigos um forte abraço e os meus agradecimentos.
Esta canção é o tema N.º 2 do CD denominado por «Esquecido» de Joaquim D'Aboim.


terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Haja compreensão...

Compreendemos apenas o que podemos e o que somos capazes.
O que podemos compreender é sempre limitado, misturando em partes incertas exemplos e modelos, valores, aprendizagens, traços de personalidade e temperamento.
Compreendemos algumas coisas e não compreendemos outras. Emperramos com detalhes e tropeçamos em enormes questões que nos baralham e confundem, devolvendo-nos um sentimento de desolação e a consciência da nossa infinita pequenez e da nossa espantosa condição de seres irracionais que tendem, permanente e incansavelmente, para a racionalização.
Mas sendo as coisas o que são, esforçamo-nos por compreender.
Compreender quem somos, de onde vimos e para onde vamos. Compreender a organização do Universo e as manias dos organismos unicelulares. Compreender as pessoas, a vida em sociedade, o que acontece e não acontece.
Compreender vai-se tornando um exercício compulsivo. Um exercício de monta/desmonta que nos dá controlo, aproximação ao intangível e a convicção de que no fim há sempre uma resposta à nossa espera e que chegar lá exorciza o que em nós há de frágil, absurdo e perecível.
Na nossa busca sagrada de entendimento, substituímos o enlevo pela compreensão, a empatia pela curiosidade, a entrega pela observação sistemática. Como se vivêssemos de entendimento tanto como o pão.
Parece, aliás, que para aceitarmos qualquer facto como bom temos de compreender, temos de ter aquele momento fabuloso e curtíssimo em que a impressão vira insight e ele de repente algures dentro de nós, uma luz se acenda para iluminar uma percepção feita sentido.
Na nossa obsessão de perceber, construímos realidades virtuais, relações eternas e arrumações do que somos e sentimos tão tosca quanto consoladoras.

Pode ser que a compreensão seja apenas mais uma entre todas as outras ilusões, pode ser que não mude nem acrescente nada, não contribua sequer para mais um grão de felicidade ou bem-estar. Ainda assim, tentamo-la persistentemente, remetidos que estamos a esta condição de indómitos buscadores de sentidos, desprezando o facto de compreendermos apenas o que podemos e o que somos capazes.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Não hesite!

Dentro de alguns dias, um Ano Novo vai chegar a esta estação.
Se não puder ser o maquinista, seja o seu mais divertido passageiro.
Procure um lugar próximo à janela e desfrute cada uma das paisagens que o tempo lhe oferecer, com o prazer de quem realiza a primeira viagem.
Não se assuste com os abismos, nem com as curvas que não lhe deixam ver os caminhos que estão por vir.
Procure apreciar a viagem da vida, observando cada arbusto, cada riacho, a beira das estradas e os tons coloridos da paisagem.
Desdobre o mapa e planeie roteiros.
Preste atenção em cada ponto de paragem ou a cada estação e fique atento ao sinal da partida.
E quando decidir descer na estação onde a esperança lhe acenou, não hesite! Desembarque nela os seus objectivos, os seus sonhos...

Espero que a viagem pelos dias do próximo ano, sejam de qualidade, conforto e alegria.